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Potencial natural atrai instalação de novo parque solar no Cariri
Previsão é que sejam instalados 18 parques, sendo 07 em Mauriti 11 em Milagres
Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
12/10 8:30

A partir de 2022, terá início, nos municípios de Mauriti e Milagres, a construção de parques de energia solar. A previsão é que sejam instalados 18 parques, sendo 07 no primeiro e 11 no segundo município. A estimativa de capacidade instalada é de 284,8 MW (Megawatt pico) e 340,9 MW em Mauriti e Milagres, respectivamente, e de mais de 2.700 empregos diretos para as instalações. Os dados, repassados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), têm como fonte a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e levam em consideração os últimos projetos no estado. O empreendimento, cujo projeto é de autoria da BRF, empresa alimentícia que firmou parceria comercial com a empresa Pontoon, tem investimento superior a R$ 1 bilhão. A geração média deve ser comercializada pelos próximos 15 anos.

Com início das obras, previsto para o ano de 2022, a construção do complexo solar deve ser concluída até o final de 2023. As operações, por sua vez, deverão iniciar em 2024. De acordo com a BRF, serão instalados 600 mil painéis solares nos municípios caririenses, em área de 1.170 hectares. Com isso, será gerada energia para distribuição às unidades da empresa no Sul do País. Como explica Sérgio Araújo, da Coordenadoria de Atração de Empreendimentos Industriais Estruturante, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), isso é possível graças ao Sistema Integrado Nacional, em que empresas geradoras injetam a energia produzida nas linhas de transmissão para que abasteçam as subestações das distribuidoras.

A escolha do Cariri se deu graças ao potencial local com a energia solar – o que contribui para metas de geração de energia limpa em todo Ceará. Sérgio Araújo destaca que, desde o acordo de Paris, estabelecido há seis anos, foi estabelecida uma meta na diminuição de queima de combustíveis fósseis, responsável pelos gases do efeito estufa. “Quando a gente usa as energias renováveis, não queimamos petróleo. É uma energia limpa, e isso faz parte do acordo de Paris”, pontua, ao destacar que, efetivamente, o Ceará está à frente na geração de energia limpa, o que inclui solar, por meio do sol; eólica, com os ventos; e até eólica offshore, com a força do vento em alto mar.

O coordenador apresenta, ainda, que, com o passar dos anos, o hidrogênio verde tem ganhado espaço com investimento nas energias renováveis. “A nossa meta, em cinco ou seis anos, é ser um grande fornecedor mundial de hidrogênio verde, que tem que ser produzido com energia limpa. Então, esses parques que estão chegando em Mauriti e Milagres vão colaborar muito com essa nova forma de geração e consumo de energia”, enfatiza. “O estado do Ceará, a região Nordeste, já produz tanta energia limpa que, hoje, estamos transmitindo essa energia para Sul e Sudeste do país”, comenta, ao lembrar que, no passado, a energia vinha de Paulo Afonso, mas agora o circuito chega a ser contrário, visto que os reservatórios de água estão em escassez.

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