Crato certifica primeira turma de condutores da Rota de Bárbara de Alencar
Curso de 160 horas uniu história, turismo e vivências de campo no Ceará e em Pernambuco
Foto: Ascom Crato
Joaquim Júnior
31/08/26 14:15

Uma formação de 160 horas que articulou conhecimento histórico, qualificação profissional e vivências em localidades do Cariri e de Pernambuco resultou na formação da primeira turma de turismo capacitada especificamente para interpretar e apresentar ao público a história e o patrimônio relacionados à Rota de Bárbara de Alencar. O curso, concebido para formar profissionais preparados para atuar na interface entre turismo, patrimônio, cultura e história, foi promovido pelo Instituto Centec, em parceria com a Fundação Sintaf e as Secretarias Municipais de Cultura e de Turismo do Crato.

Segundo a Prefeitura do Crato, os novos condutores de turismo são os pioneiros de uma formação voltada à criação de profissionais capazes de transformar memória em experiência turística, aproximando visitantes e comunidades de uma das personagens mais expressivas da história política do Ceará e do Brasil.

“Ao longo das 160 horas, os estudantes mergulharam na trajetória de Bárbara de Alencar e no contexto histórico dos movimentos políticos dos quais participou, com destaque para a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador”, apresenta, ao dizer que a formação não se restringiu à sala de aula e que os estudantes participaram de atividades práticas em Exu, em Pernambuco, e nos municípios cearenses de Salitre, Campos Sales e Barbalha, além de percorrerem espaços de memória, cultura e patrimônio no próprio Crato.

De acordo com a Prefeitura, a proposta do curso foi além da formação técnica. Os participantes também estudaram cidadania, comunicação, empreendedorismo, hospitalidade e sustentabilidade, conhecimentos fundamentais para uma atuação profissional qualificada no turismo contemporâneo. “A ideia é que o condutor não seja apenas aquele que acompanha um visitante por determinado percurso, mas um profissional capaz de interpretar, contextualizar sua história e estabelecer conexões entre identidade e experiência”, explica.

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