Vereadores pedem intervenção na UPA da Lagoa Seca
Vereadores apontam problemas estruturais em UPA de Juazeiro
Robson Roque
14/09/26 17:26

Vereadores de Juazeiro do Norte pediram uma intervenção na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Lagoa Seca, após uma fiscalização realizada por Saulo Santana (DC), motivada por denúncias recebidas pelo parlamentar. Entre os problemas apontados estão camas hospitalares nos corredores, encanamentos danificados para ar comprimido e oxigênio e falta de médicos.

Saulo também relatou problemas nos espaços de repouso, com infiltrações e mofo, além de condições inadequadas no setor de esterilização de materiais odontológicos. Segundo ele, materiais usados por profissionais de diferentes áreas são esterilizados na mesma pia. O leito de isolamento na unidade de saúde também foi criticado pelo parlamentar. “É um absurdo que o paciente que não pode ter contato com outras pessoas internadas seja colocado em um leito que não tem banheiro, tendo ele que ir para a enfermaria, ficando em contato com outros pacientes”, acrescentou Saulo.

O vereador enviou ofícios ao Ministério Público do Ceará e pediu que a Prefeitura adote medidas urgentes. “Aquilo não é estrutura para um profissional trabalhar”, disse. Vieira Neto (MDB) defendeu que a denúncia também seja encaminhada ao Ministério Público Federal e sugeriu a abertura de inquérito pela Polícia Civil. “Essa UPA da Lagoa Seca já teve inúmeras denúncias. Não é a primeira vez que essa Casa traz essa denúncia”, afirmou.

Posicionamento
Em nota ao JC, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a UPA “passou recentemente por serviços de manutenção” e disse que as camas encontradas na área externa “estavam sendo substituídas por equipamentos novos”. Sobre o oxigênio, disse que o sistema instalado durante a pandemia está desativado e que a unidade usa cilindros, “sem registros de prejuízo à assistência”.

A pasta também afirmou que há dois médicos para atendimento e outro para acompanhar pacientes internados, “não havendo registros de falta de assistência médica”. Sobre a esterilização de materiais odontológicos, classificou o problema como “uma ocorrência pontual” e informou que o equipamento já foi reparado.

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