Jornal do Cariri
Mulheres entre 30 e 59 anos são maiores vítimas da violência
Observatório da Urca enfatiza sobre violência contra a mulher na região Crajubar
Foto: Observatório da Violência do Cariri
Juliana Sátiro
29/12/20 11:00

O Observatório da Violência e Direitos Humanos do Cariri, iniciativa criada pela Universidade Regional do Cariri (Urca), atua na organização de pesquisas e atividades direcionadas a violência contra grupos vulneráveis e tem dado prioridade à violência contra a mulher no complexo Crajubar. Recentemente, o Observatório lançou o e-book "Diálogos sobre as experiências de enfrentamento à violência contra a mulher no interior do Cariri”, que apresentou 2.468 ocorrências nos três maiores municípios do Cariri, em 2019, sendo 1.467 em Juazeiro do Norte, 826 em Crato e 175 em Barbalha. Além disso, o livro apresenta o perfil das mulheres atingidas pela violência.

O e-book apresenta o perfil das mulheres atingidas pela violência na região. Com predominância, 56% das mulheres estão na faixa etária de 30 a 59 anos, seguido por 31% na faixa etária de 18 a 20 anos; 5% estando entre 12 e 17 e 60 anos; e 2% de 01 a 11 anos. Em relação à ocupação e estado civil das mulheres atingidas, no e-book consta que aquelas que possuem renda própria e mantêm união estável ou são separadas sofrem mais violência, e que na maioria dos casos o agressor é o cônjuge ou ex-cônjuge.

O livro virtual foi lançado durante a 5ª edição da “Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, em parceria com Escola de Saúde Pública (ESP), do Governo do Estado do Ceará, e Casa Lilás. Os dados apresentados no livro são de 2019 e foram coletados por meio das Delegacias de Defesa da Mulher, dos Centros de Referência da Mulher e dos setores de saúde.

A coordenadora do Observatório, Grayce Alencar Albuquerque, conta que o lançamento do e-book foi um marco. Para ela, as expectativas são que as edições do e-book sejam contínuas, anualmente e com dados atualizados. “A perspectiva é que possamos continuar nesse sentido, apresentando para sociedade esses dados extremamente importantes”, reiterou Grayce.

Grayce explica a importância do Observatório na tentativa de frear o agravamento da violência contra a mulher. “O Observatório é sempre requisitado quando se pensa em necessidades de infraestrutura em relação ao enfrentamento da violência contra a mulher na região”, contou a coordenadora, ao lembrar que os dados do observatório surgem como base para reivindicação de melhorias, como a Casa da Mulher Cearense, que será instalada em Juazeiro do Norte.

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