Mudança de Elmano por Camilo entra no radar de Lula e tem oposição de Cid Gomes
05/05/26 15:39

O presidente Lula ainda não absorveu completamente as suas recentes derrotas no Congresso - a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto da dosimetria - e decidiu frear o fechamento das candidaturas aos governos estaduais para 2026. Até então, apenas três estados estavam sob revisão: Goiás, Paraíba e Maranhão. Agora, o movimento se amplia e inclui uma reavaliação mais abrangente dos palanques regionais, com o Ceará entrando no centro desse debate. O caso cearense ganhou força após a divulgação da pesquisa do instituto Quaest, com cenários eleitorais que colocaram em dúvida a competitividade do atual governador Elmano de Freitas. Em simulações contra Ciro Gomes, Elmano aparece em desvantagem, enquanto o senador Camilo Santana surge como opção mais competitiva - e um nome mais forte para enfrentar Ciro na corrida ao Abolição. Os números intensificaram, em Brasília, a pressão de setores lulistas do PT por uma eventual substituição de candidatura, com a entrada de Camilo como alternativa eleitoral. Apesar da pressão, a troca não é simples e depende de uma combinação de fatores. O debate existe e ganhou intensidade após as derrotas do governo Lula no Congresso. No entanto, não há decisão formal nem sinal público concreto de substituição.

Condições para Camilo substituir governador Elmano

A discussão sobre a troca do governador Elmano pelo senador Camilo, que estava superada, voltou à mesa do próprio Elmano e de seu padrinho político, Camilo Santana. Mas, para uma modificação dessas, faz-se necessário uma avaliação eleitoral consistente: não basta um levantamento pontual. É preciso um quadro eleitoral consolidado, que comprove a dificuldade real de reeleição de Elmano. Essa situação não acontece hoje no Ceará. Também tem de haver um consenso interno, entre o PT e aliados - Cid Gomes já avisou que não apóia a mudança de Elmano por Camilo -, que precisariam convergir para evitar uma ruptura na base de Elmano ou de quem o venha a substituir. E essa unidade não existe. Outro fator que pesará nessa decisão será a estratégia nacional do presidente Lula e do PT. Para Camilo virar candidato a governador, a direção do PT nacional e o próprio Lula tem de dar o aval a essa troca. E essa mudança só pode ser concretizada se a candidatura de Camilo tiver, comprovadamente, viabilidade eleitoral e suporte dos partidos aliados, numa conjunção de força para derrotar Ciro Gomes. Oficialmente, Elmano segue como candidato natural à reeleição e mantém agenda regular. Já a possibilidade de entrada de Camilo Santana permanece no campo da especulação política.

Cid Gomes endurece para fechar acordo com Camilo

O senador Cid Gomes segue em viagem oficial a Portugal, mas acompanha à distância o cenário político no Ceará e já sinaliza que pretende reabrir discussões estratégicas ao retornar ao Brasil. Interlocutores dele relatam que Cid tem enviado recados diretos ao ministro Camilo Santana, especialmente sobre o veto ao nome de Júnior Mano ao Senado — ponto que deve estar no centro das conversas quando os dois se reencontrarem, em seu retorno da Europa, previsto para esta semana. Apesar das pressões dentro da base governista, Cid tem tratado como irreversíveis algumas decisões: não pretende disputar o Senado e descarta completamente a possibilidade de compor como vice-governador, independente de quem seja o candidato. Ainda assim, Camilo deve insistir na presença do senador na chapa encabeçada pelo governador Elmano. Outro ponto considerado fechado por Cid é a rejeição a qualquer mudança no cenário estadual, que envolva a substituição de Elmano por Camilo, na disputa ao governo do Ceará. Cid reforça que mantém apoio à reeleição de Elmano e deixa claro que, em caso de candidatura de Camilo ao governo, não assume compromisso político. Elmano e Camilo trabalham para que não haja riscos à união com Cid Gomes e o PSB.

Guimarães na frigideira após derrotas de Lula

A situação do ministro José Guimarães já começa a ser vista como desconfortável dentro do governo do presidente Lula. Após uma sequência de reveses no Congresso, cresce a avaliação de que mudanças podem ocorrer - apesar do pouco tempo de Guimarães no cargo de Relações Institucionais, como publicou, nesta segunda (04), o jornal OGLOBO. Entre os episódios que pesam estão a derrota do indicado Jorge Messias e a derrubada do veto presidencial na questão da dosimetria. Lula não teria assumido diretamente a responsabilidade pelos resultados e passou a demonstrar insatisfação com integrantes da articulação política, incluindo Guimarães, e com ministros da Comunicação e Justiça. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, apesar de ser reconhecido pela boa interlocução no Congresso — com trânsito entre lideranças como Hugo Motta e Davi Alcolumbre -, Guimarães não conseguiu cumprir sua principal missão inicial: viabilizar a aprovação de Jorge Messias. Aliados ponderam que Guimarães assumiu a função em um cenário já adverso, com resistências consolidadas e pouco tempo para reverter o quadro. Como consequência, o desgaste político do governo Lula com o Congresso, que é anterior a posse de Guimarães no ministério, e acabou recaindo sobre a articulação do governo.

Giovanni reclama por ficar fora da pesquisa

O ex-deputado estadual Giovanni Sampaio (PRD), pré-candidato ao Governo do Ceará, não entendeu a ausência do seu nome na pesquisa Quaest da última semana. Foi um erro da Quaest. Giovanni não foi às redes sociais, como tem feito para emitir suas opiniões, mas entre seus amigos, não esconde o descontentamento. Apesar de Giovanni não reclamar publicamente, o seu partido, o PRD, resolveu comprar a briga protocolando, junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE), pedido de impugnação da pesquisa Quaest para o Governo. Como não saiu a liminar, a pesquisa acabou divulgada mesmo sem ter incluído o nome de Giovanni. O PRD alegou falhas metodológicas no levantamento, principalmente pela ausência da pré-candidatura do partido na disputa pelo Palácio da Abolição. Giovanni já lançou a sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, com o aval do partido e, portanto, está na disputa. Houve falhas na formulação da pesquisa, que devem ser analisadas pelo TRE-CE. Os institutos devem colocar Giovanni como candidato que o é. Giovanni já se prepara para garantir sua participação nas próximas pesquisas, e demonstra expectativa e otimismo com o seu futuro desempenho eleitoral.

Glêdson dá resposta a Capitão Vieira à altura

Depois de ser questionado pelo líder da oposição de Juazeiro do Norte, vereador Capitão Vieira Neto (MDB), sobre a nomeação de um vereador de Granjeiro, em cargo comissionado para a Secretaria de Esportes, o prefeito Glêdson Bezerra deixou bem claro que tudo foi feito dentro da lei. Vieira chegou a sugerir que o nomeado não trabalhava e que a contratação teria cunho político. Às acusações, Glêdson disse que recebeu a Secretaria com mais 200 contratados e que, hoje, não passavam de 70 pessoas para todas as funções. Mas, Glêdson foi mais longe e expôs como recebeu a Câmara, quando foi presidente da Casa. Disse que Vieira mantinha mais de 250 assessores especiais e que baixou para menos de 90. Pediu que a população fizesse uma reflexão sobre a diferença e decidisse “quem gosta de cargo fantasma”. Vieira não explicou porque tinha tantos assessores especiais. Depois, Glêdson e Lukão se enfrentaram nas redes sociais sobre esse mesmo assunto, com Lukão atacando e Glêdson garantindo que não faz política com empreguismo. Esse conflito terá novos capítulos.

Disse me disse…

Pouca gente sabia, mas o vereador Lukão deixou o PSDB pelo Cidadania. Lukão é pré-candidato a deputado federal e deve disputar a vaga dentro do partido com a primeira-dama de Juazeiro, Sandrinha Cavalcante.

A informação foi dada pelo prefeito Glêdson Bezerra, nas redes sociais, em resposta a Lukão. Para Glêdson a denúncia de Lukão não passa de politicagem. Lukão garante que vai continuar criticando.

A situação eleitoral da federação PSDB-Cidadania no Ceará aponta que há 03 candidatos - Sandrinha Cavalcante, Lukão e José Sarto - brigando por uma única vaga para deputado federal.

O problema da federação PSDB- Cidadania é alcançar o quociente eleitoral de aproximadamente 245 mil votos, ou obter 200 mil votos e brigar por uma vaga na sobra. Só que os 03 candidatos com maior densidade precisão obter 80% dos votos da sobra.

Os vereadores do Crato voltaram a reclamar da dificuldade em obter respostas aos requerimentos direcionados aos secretários. O desgaste com os parlamentares chamou a atenção do prefeito André Barreto.

André está convocando um a um os secretários, para garantir que os vereadores sejam respondidos. Não quer briga com a Câmara. Segundo os vereadores, até janeiro, nenhum ofício tinha sido respondido.

O suplente de deputado federal Rafael Branco se reuniu com o senador Camilo Santana, na última semana, em Brasília. Deixou Camilo tranquilo sobre as articulações para a sua campanha. E se mostra otimista do Podemos eleger um deputado federal. Não será fácil.

Mesmo depois de muitas tentativas, o suplente de deputado federal Nelinho Freitas (Podemos) ainda enfrenta resistências dentro da família sobre sua pré-candidatura na base do governador Elmano de Freitas (PT).

Nelinho já tentou, de todas as formas, mas seu pai, o empresário Raimundo Cordeiro (PSDB), não abre mão de ter todos da família no apoio à pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo. Restou a Nelinho torcer para que Ciro desista da disputa, o que é pouco provável. Fiel a Elmano, Nelinho garante, no seio familiar, que prefere desistir da disputa a federal a trair o governador.

Desculpe a ignorância, por que presidente Lula não assume a culpa de suas derrotas no Congresso e prefere a responsabilizar seus ministros, como José Guimarães?

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