Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente anunciam curso para fortalecer projetos na Chapada do Araripe
Serão formadas 100 pessoas no território da Chapada do Araripe
Foto: Fundação Casa Grande
Joaquim Júnior
24/05/26 18:43

Em passagem pelo Cariri, durante o VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade, representantes do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram, oficialmente, o Curso de Formação de Gestores e Agentes Ambientais e Culturais. A iniciativa é voltada à capacitação de agentes públicos e representantes da sociedade civil para atuação em projetos territoriais de desenvolvimento sustentável e cultural na Chapada do Araripe e na Chapada Diamantina. De acordo com o Minc, o curso tem investimento de R$ 1 milhão e vai formar 200 agentes culturais e ambientais, sendo 100 em cada território.

Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, que representou a ministra da Cultura, Margareth Menezes,  explica que a iniciativa é voltada para formar agentes e gestores que atuam no campo das políticas culturais ou ambientais. Além de uma formação teórica, técnica e conceitual, o curso tem uma abordagem com ações no próprio processo do percurso formativo de desenvolvimento e elaboração de projetos para os territórios que integrem o desenvolvimento cultural e sustentável.

Dessa forma, os gestores serão qualificados para apresentarem projetos nas políticas de meio ambiente e cultura, dos editais, processos seletivos de fomentos nos setores, etc. “É algo que extrapola a região do Cariri”, relata, ao citar que, além dos gestores da Chapada do Araripe, que contempla Ceará, Piauí e Pernambuco, pessoas da Chapada Diamantina, na Bahia, também serão contempladas. Em breve, o projeto se estenderá também para territórios do Acre e do Pará.

“Eu penso que o Cariri já ocupa um lugar central no pensamento brasileiro, e não é de agora”, conta Fabiano, ao dizer que a região, circunvizinha aos estados de Pernambuco, Paraíba e Piauí, tem uma potência a partir da sua diversidade cultural, mas também da sua biodiversidade. Como avalia, a Floresta Nacional do Araripe e a própria Chapada do Araripe no seu sentido mais amplo ocupam lugares de centralidade nessa integração e articulação entre cultura e meio ambiente. “Então, essa centralidade, essa potência do sertão do Cariri e da Chapada do Araripe no pensamento cultural é muito forte”, enfatiza.

Fabiano lembra ainda que, atualmente, a Chapada do Araripe passa pelo processo para ser considerada patrimônio da humanidade junto à Unesco. “Essa centralidade da Chapada do Araripe, do sertão do Cariri, é muito importante para a história do planeta Terra, mas também para a história da cultura brasileira”, relata, ao dizer que a Chapada, considerada um solo sagrado, deve ser preservada.

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