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Maior artilheiro do Icasa troca os gramados pela área jurídica
Marciano participou de decisões importantes do Verdão do Cariri
Foto: Divulgação
Luan Moura
14/09 17:00

Dos gramados para o Núcleo de Investigação da Polícia Civil da Bahia, Marciano Estevão teve uma história atípica em sua carreira no futebol. Natural de Oeiras, no Piauí, o atacante ganhou projeção nacional com a camisa do Verdão do Cariri, sendo consagrado o maior artilheiro da história do clube, com 88 gols marcados. Porém, em 2013, deixou o futebol profissional para se dedicar à carreira na área jurídica. Hoje, aos 41 anos, o ex- -atleta falou com o Jornal do Cariri sobre sua trajetória no futebol caririense, os desafios enfrentados durante a carreira e os novos projetos fora do campo. 

Em 1986, ele tinha apenas seis anos de idade, mas já praticava o futsal nas aulas de educação física da escola. Aos 18 anos, quando colocou uma chuteira pela primeira vez, já foi cotado para jogar profissionalmente. Foi no Oeiras, do Piauí, sua terra natal, onde estava disputando o Campeonato Piauiense, que surgiu o interesse de jogar no futebol do Cariri. “Na ocasião, havia um jogador lá no Oeiras, mas era de Barbalha, e perguntou se eu não queria fazer um teste. Na época, era Juazeiro Empreendimentos, o Icasa estava com suas atividades paralisadas. Aí em 1999, eu fiz um teste, fui aprovado e, desde então, fiquei na cidade de Juazeiro”, lembra Marciano, que em 2002, com a volta do Icasa, foi um dos primeiros jogadores a assinar profissionalmente com o time para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Cearense.

Além da confirmação no futebol, Marciano foi aprovado no curso de Direito da Universidade Regional do Cariri (Urca). No entanto, jogar profissionalmente e estudar não foram tarefas fáceis para conciliar, isto porque as duas atividades exigem muito. “Os treinos aconteciam durante o dia e, à noite, eu tinha que fazer um esforço para assistir as aulas e terminar meu curso. Assim foi durante os dez semestres que eu fiz a faculdade”, afirma. Com as adversidades, Marciano ainda chegou a trancar o curso em 2005, para jogar fora do estado, mas em 2008 retornou à região. “A cidade, o clube e o carinho que eu já sentia naquele tempo pelo Icasa”, foram essenciais para a volta, relembra o atleta, que além do Verdão do Cariri, já passou por times como Remo (PA), Brasiliense (DF), Limoeiro do Norte (CE), Maringá (PR), Guarany de Sobral (CE), Brasil de Pelotas (RS) e Coritiba (PR).

No ano de 2011, Marciano terminou a faculdade e, no ano seguinte, recebeu a convocação para assumir um cargo de Investigador da Polícia Civil, na Bahia. “Advoguei também por um tempo, principalmente na área de Direito Esportivo, pesei os prós e contras, e achei que era o momento de deixar os gramados”, afirma.

Marciano participou de decisões importantes do Verdão do Cariri, como em 2009, quando o time alviverde venceu o Paysandu, por 6 a 2, e surpreendeu o Brasil ao garantir participação na Série B do Campeonato Brasileiro, no ano seguinte. Para o atacante, esse foi um dos momentos de maior recordação, junto com o jogo de empate contra o Vasco, em 2009, pela Copa do Brasil, e o empate por 1 a 1 com o Fortaleza, em 2008, que deu o título do primeiro turno do Campeonato Cearense de 2008.

Apesar de não atuar mais nas quatro linhas, o ex-jogador ainda encontra tempo para o esporte em meio a sua rotina corrida. “Sempre tiro um tempo pra jogar com os amigos uma vez na semana e, no sábado, treino um projeto de jovens promessas no futebol, de 15 a 18 anos, que sonham em se tornar profissional. Procuro passar os ensinamentos que aprendi durante os 14 anos de profissional. Tenho minha filosofia de trabalho e passo pra eles aquilo que eu entendo sobre o que é jogar futebol nos dias de hoje”, finaliza. 

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