Juazeiro tem terceira maior frota de carros elétricos do Ceará
Juazeiro reúne 868 carros elétricos e 29 eletropostos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Robson Roque
19/10/26 15:46

A frota de veículos elétricos no Cariri tem crescido desde 2022, somando 1.361 unidades. A mobilidade elétrica da região se concentra no Crajubar, conforme levantamento do Jornal do Cariri junto a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Os dados mostram a posição de Juazeiro do Norte como referência no interior cearense em número de veículos e estrutura de recarga. 

O município tem a terceira maior frota de carros elétricos do Ceará e o segundo maior número de eletropostos do estado, com 868 veículos registrados desde 2022 e 29 pontos de recarga. O número representa 64% de todos os veículos na região. No ranking estadual, Juazeiro fica atrás de Fortaleza, que tem 16.178 carros elétricos, e Eusébio, com 1.837. Crato é a segunda cidade com mais veículos elétricos do Cariri, com 233 unidades, e Barbalha é a terceira, com 158. 

Na infraestrutura de recarga, Juazeiro dispõe de 21 eletropostos de corrente contínua (DC), geralmente associados a recargas mais rápidas, e oito de corrente alternada (AC). Fortaleza lidera no Ceará, com 498 unidades. Crato e Barbalha têm dois eletropostos cada, assim como Campos Sales. Abaiara e Jati contam com um equipamento cada.

Experiência do usuário

A experiência de quem já adotou a tecnologia ajuda a entender a mudança. Rayssa Duarte, diretora de Comunicação, conta que ela e o companheiro decidiram trocar de carro após pesquisar custos e comparar modelos. O casal optou por um BYD King híbrido, considerando os gastos com combustível, manutenção e financiamento. “Depois de muita pesquisa, comparação de gastos com gasolina, manutenção, pagamento mensal da prestação e etc., escolhemos comprar um carro elétrico, pois o custo-benefício foi surpreendente”, relata.

Segundo Rayssa, a adaptação à rotina foi simples e não exigiu mudanças na instalação elétrica da residência. Ela destaca também a economia mensal. Antes, o casal gastava cerca de R$ 1.200 com gasolina. Depois da troca, a conta de energia aumentou aproximadamente R$ 90 por mês. “O carro elétrico é basicamente como um celular, que você observa que precisa recarregar e põe na tomada, depois de um tempo está carregado”, compara.

Em um ano de uso, o veículo percorreu cerca de 10 mil quilômetros. Rayssa afirma que, até agora, não precisou utilizar pontos públicos de recarga, mas já verificou a estrutura disponível na região. Para ela, a experiência tem sido positiva: “Desde a compra, foi só benefício”.

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