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Impasse na greve da saúde prejudica combate à covid
Troca de acusações dificulta acordo entre Sindicato e Prefeitura
Foto: Sisejum - Divulgação
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11/01 0:00

A greve dos servidores da Saúde de Juazeiro do Norte, deflagrada no dia 03 de janeiro, tem atingido altos níveis de tensão entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsemjun) e representantes da Prefeitura. Diante do impasse, o presidente da Câmara, Willian Bazílio (Bilinha-PMN), disse que o Legislativo estava pronto para mediar as discussões, avaliadas por ele como preocupantes.

Acompanhado dos vereadores Adauto Araújo (PTB), Raimundo Júnior (MDB) e Janu (Republicanos), Bilinha disse estar preocupado com o caminho que as negociações têm tomado. Destacou que não foi procurado, mas estava se colocando à disposição para promover uma audiência pública ou convocar uma sessão extraordinária para qualquer votação.
O presidente avaliou que a greve tem prejudicado a população com a diminuição nos atendimentos. Bilinha destacou, ainda, o fato de estarmos em pandemia e ressaltou que a greve é o último recurso usado pelo trabalhador, quando não existe mais possibilidade de diálogo entre as partes.

Entre as pautas de reivindicações, o Sindicato pede a implantação da jornada de 30 horas para enfermeiros e psicólogos, e a implementação de adicional de insalubridade, através da criação da gratificação de desempenho pelo projeto Previne Brasil.

O presidente do Sinsemjun, Marcelo Alves, disse que os servidores estão com os salários congelados há dois anos e pediu que o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) apresente uma proposta para o adicional. Marcelo criticou, ainda, ações da Secretaria de Finanças que, segundo ele, prejudicam os servidores mais pobres.

O prefeito Glêdson usou as redes sociais para questionar o movimento que, segundo ele, perdeu o objetivo. Glêdson destacou que a jornada de 30 horas será implementada por força de decisão judicial, e o projeto das gratificações de insalubridade foi encaminhado ao Poder Legislativo em tempo hábil, mas retirado a pedido do próprio presidente, que teria ficado de fazer nova proposta e não o fez.

Gledson pediu bom senso ao sindicato e aos servidores, para que voltem ao trabalho. “Estamos esperando uma resposta do Sindicato. O próprio presidente já disse que trabalhou para que a lei (das gratificações) não fosse aprovada ainda em dezembro de 2021, e agora a Câmara está de recesso. Eu pergunto: vão continuar de greve até quando?”, questionou.

Para o prefeito, é necessário que a população saiba que o Sindicato solicitou a disponibilidade integral de nove servidores remunerados pela Prefeitura, para atuarem pelo sindicato, o que não foi aceito pela gestão. O vice-prefeito Giovanni Sampaio (PSD), também, foi às redes sociais e criticou duramente o movimento grevista. Para ele, a greve é política, partidária e ideológica. Giovanni ressaltou encaminhamentos feitos pela Prefeitura e avaliou o movimento como “irresponsável”, diante do quadro de pandemia e do surto de gripe em todo o Brasil.

A informação mais recente é que a Prefeitura vai solicitar, além de representantes da Câmara, a presença de membros do Ministério Público do Ceará nas próximas reuniões com o Sindicato.

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