Exposição celebra ancestralidade, arte e identidade cultural
Aproximadamente 2.300 obras, de mais de 170 artistas, integram a exposição
Foto: Joaquim Júnior
Joaquim Júnior
12/05/26 10:30

Está aberta para visitação a maior exposição já instalada no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, em Crato. “Cariri: corpo, terra e cultura” celebra o território, sua natureza e ancestralidade, suas expressões de fé, seus artistas e mestres de cultura responsáveis por práticas e produções que atravessam gerações. Na exposição, aproximadamente 2.300 obras, de mais de 170 artistas, estão divididas em três núcleos: Anunciação, Encandear e Abrir com mãos afiadas o caminho. A curadoria é de Bitu Cassundé, com curadoria adjunta de Maria Macêdo e Francisco Pereira.

Foto: Joaquim Júnior

Como explica Bitu, em Anunciação estão reunidos acervos importantes com artistas históricos do Cariri, como Nino, Manoel Graciano, Família Celestino e Família Cândido. A montagem promove aproximações entre obras, criando atravessamentos de memória, tempo, pertencimento e sagrado. Figuras religiosas como Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e a Beata Benigna estão presentes neste núcleo, onde também surgem trabalhos sobre oralidade e poesia popular, com Mestra Josenir Lacerda e o poeta Geraldo Urano, além da presença forte da xilogravura.

Foto: Joaquim Júnior

Abrir com mãos afiadas o caminho traz uma dimensão mais contemporânea da produção do Cariri, articulada também com núcleos importantes de mestres da cultura, como Stênio Diniz, Mestre Aécio e Corrinha Mão na Massa. “É um contemporâneo que dialoga diretamente com a tradição”, afirma Bitu Cassundé. Já em Encandear, a primeira parede é de fotos de diferentes fotógrafos que trazem, entre outras abordagens, essa luz estourada, essa luz da chama, da lamparina, da vela, da fé. A presença das feiras também é bem forte neste ato, com um acervo do Museu de Telma Saraiva.

Foto: Joaquim Júnior

“Um ponto importante desse projeto é não haver hierarquia entre o que se entende como popular e contemporâneo. Também não há distinção hierárquica entre artista e artesão: todos estão dentro da mesma perspectiva da arte”, destaca Bitu, ai cita que um aspecto importante que esse projeto traz para a reflexão é que, para compor esse grande panorama, foi necessário acessar acervos que não estão na região. “Para falar do Cariri, é necessário buscar acervos fora do Cariri, porque coisas muito importantes do Cariri não estão no Cariri” pontua o curador, ao dizer que houve a necessidade de acessar outros lugares: são oito acervos de museus, universidades e instituições parceiras.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE