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Darlan denuncia esquema de corrupção na Câmara
Presidente da Câmara denuncia a existência de vereadores "laranjas"
Da Redação
28/09 0:00

Em meio à denúncia de ter orquestrado um pedido de cassação contra o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos), o presidente da Câmara de Juazeiro do Norte, vereador Darlan Labo (PTB), partiu para o ataque aos adversários no Legislativo. Darlan fez denúncias de que na atual legislatura há vereadores atuando como “laranjas”, a serviço de esquemas que pretendem desviar o dinheiro público.

O presidente não citou nomes e se referiu apenas a uma solicitação para que a presidência da Casa disponibilize a relação dos assessores de todos os parlamentares. Segundo especulou Darlan, o vereador em questão estaria pressionando para obter mais assessores e implantar esquemas de corrupção, usando o setor de licitação da Casa.

Como exemplo, Darlan citou as nomeações do seu gabinete. Segundo o Regimento Interno e a Lei Orgânica do Município, o presidente pode nomear até 36 assessores, mas, atualmente, são apenas nove. “E estou dizendo, não vou colocar mais nenhum (assessor). A gente tem pessoas que precisam, que pedem, mas a gente tem que entender que o dinheiro público tem que ser tratado com zelo”, disse.

Diante do que qualificou como intimidação, Darlan acusou o vereador, cujo o nome não foi revelado, de tentar fazer farra com o dinheiro público, através da implantação de esquemas de corrupção. “O dinheiro público tem que ser tratado com zelo, não para fazer farra com assessores e nem com empresas de esquemas, de pessoas que vivem com esquemas de licitações para saquear o dinheiro público”, criticou.

Segundo opositores de Darlan na Casa, as denúncias são retaliação aos depoimentos colhidos pela Polícia Civil, que o confirmaram como mentor intelectual do pedido de cassação do prefeito Glêdson Bezerra. O vereador Beto Primo (PSDB) e o empresário Yury do Paredão prestaram depoimento na Delegacia Regional da Polícia Civil, em Juazeiro do Norte, no último dia 14.

O delegado Giuliano Sena, responsável pelo inquérito, interrogou Beto e Yury sobre a aparição de seus nomes em um texto apócrifo, divulgado nas redes sociais (grupo de whatssap), explicando passo a passo como aconteceu a articulação do pedido de cassação do prefeito Glêdson.
Durante o depoimento, Yury e Beto confirmaram o conteúdo do texto, mas disseram não ter participado da articulação. Os dois confirmaram detalhes como local, valor pago e o executor do pedido. Darlan foi confirmado como o mentor da articulação e o policial aposentado e youtuber, João Paulo, apontado como executor.

Beto Primo tem entre suas atividades empresariais trabalhos de construtoras e Yury é irmão da vereadora Yanne Brena e principal financiador da sua campanha. Apesar de nenhum vereador assumir a pretensão, há uma articulação na Câmara para levar a denúncia de Darlan ao Ministério Público.

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