Crato e Juazeiro estão entre as cidades prioritárias no combate à violência
A estratégia busca direcionar medidas específicas para cada região
Foto: Divulgação
Regy Santos
20/10/26 0:00

Crato e Juazeiro do Norte estão entre os 37 municípios cearenses classificados com maior prioridade para receber ações de prevenção à violência. A definição faz parte do Índice de Prevenção da Violência (IPV), apresentado pelo Governo do Estado na terça-feira (13), em Fortaleza. O levantamento considera dados de criminalidade, vulnerabilidade social, economia, infraestrutura urbana e serviços de proteção.

Desenvolvido com base em 2025, o índice reúne 34 indicadores distribuídos em cinco dimensões. Ao todo, 58 municípios foram classificados com prioridade intermediária e 89 com menor prioridade relativa. A ferramenta deverá orientar investimentos e políticas públicas de acordo com as necessidades de cada território, com atenção especial a adolescentes e jovens.

O coordenador executivo de Prevenção à Violência da Casa Civil, Avilton Júnior, afirmou que a iniciativa representa um avanço na consolidação de uma política pública de longo prazo. “Esse é marco importante, um marco institucional e um marco técnico, metodológico, para que a gente possa construir com solidez uma estratégia para os próximos dez anos, para que o estado do Ceará continue a avançar nessa redução da violência”, destacou.

As duas cidades do Cariri já integravam a primeira etapa do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), que desenvolve projetos em dez municípios cearenses. A iniciativa conta com investimento previsto de R$ 325 milhões, incluindo recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida estadual.

O índice também vai subsidiar a Agenda Estratégica de Prevenção à Violência 2027–2036, que pretende ampliar as ações para os 184 municípios do Ceará. A proposta é fortalecer a integração entre Estado e prefeituras, considerando fatores como abandono escolar, desemprego juvenil e acesso à rede de proteção social.

A estratégia busca direcionar medidas específicas para cada região, permitindo identificar vulnerabilidades e acompanhar os resultados das políticas preventivas ao longo dos próximos dez anos.

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