Crato e Juazeiro avançam no ranking nacional da violência
Atlas da Violência aponta piora em Crato e Juazeiro
Foto: Jaqueline Freitas - Jornal do Cariri
Robson Roque
02/06/26 8:45

A região do Cariri ficou mais violenta nos últimos anos. Enquanto o Brasil registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios da série histórica iniciada em 2014, as duas maiores cidades do Cariri seguiram na direção oposta. Dados do Atlas da Violência mostram que Crato e Juazeiro do Norte registraram aumento da violência letal e avançaram no ranking nacional dos municípios com mais de 100 mil habitantes.

No Crato, a taxa de homicídios estimados passou de 31,3 para 40,5 mortes por 100 mil habitantes, um aumento de 29,4%. Com isso, o município saltou da 95ª para a 38ª posição no ranking nacional. O número de homicídios estimados também cresceu, passando de 43 para 56 casos.

Em Juazeiro do Norte, a taxa subiu de 28,4 para 35,3 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade avançou da 114ª para a 58ª colocação nacional e registrou aumento dos homicídios estimados de 85 para 107.

Os resultados contrastam com o cenário nacional. Segundo o Atlas, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% em relação ao ano anterior. Apesar da queda, o estudo alerta para o crescimento dos chamados homicídios ocultos, mortes violentas cuja causa não foi corretamente identificada nos registros oficiais.

No Ceará, o quadro foi de agravamento da violência. Maranguape assumiu a liderança nacional entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. O estado ainda colocou Maracanaú (3º lugar), Itapipoca (4º), Caucaia (5º) e Sobral (13º) entre as cidades mais violentas do país, reforçando a concentração da violência letal em municípios cearenses.

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