Cariri tem dois nomes na lista suja do trabalho escravo
Dois empregadores foram incluídos no cadastro nacional
Foto: Reprodução/MTE
Robson Roque
14/07/26 15:00

Dois empregadores da região do Cariri passaram a integrar o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A ferramenta do Governo Federal é conhecida como “lista suja” do trabalho escravo. A atualização foi divulgada na última quinta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os casos envolvem um empregador de Caririaçu e outro do Crato. 

Em Caririaçu, foi incluído Marcelo Pereira Feitosa, vinculado ao Sítio Tataíra, após decisão administrativa definitiva relacionada à exploração de um trabalhador na zona rural do município. No Crato, a inclusão é de Raimunda Airtes de Brito Cabral, responsabilizada em processo que apurou a submissão de uma trabalhadora a condições análogas à escravidão.

Segundo o MTE, os nomes só passam a integrar o cadastro depois que o processo administrativo é concluído de forma definitiva, sem possibilidade de recurso. A permanência na relação é de dois anos, desde que não haja novas autuações e todas as obrigações decorrentes da fiscalização sejam cumpridas.

Atualizada semestralmente, a "lista suja" reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas administrativamente pela exploração de trabalho em condições análogas à escravidão e funciona como um mecanismo de transparência e combate a esse tipo de violação.

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