Cariri apresenta queda de feminicídios em 2026
Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp-CE)
Foto: Divulgação
Regy Santos
08/09/26 0:00

Municípios do Cariri registraram redução ou estabilidade nos casos de feminicídio, numa comparação entre os anos de 2025 e 2026. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp-CE). Em Juazeiro do Norte, foram registrados dois feminicídios nos primeiros sete meses de 2025 e outro caso em setembro, totalizando três ocorrências ao longo daquele ano. No mesmo período de 2026, até julho, o município não havia registrado nenhum caso. Em agosto deste ano, porém, houve uma ocorrência.

Em Crato, a Supesp não registrou feminicídio nos primeiros sete meses de 2025. Ao longo de todo o ano, foram dois casos. Em 2026, até julho, o município também não teve ocorrências do tipo. Em agosto, no entanto, um caso foi apontado.

Em Barbalha, houve um feminicídio em junho de 2025 e, 2026, uma ocorrência no mês de maio. Considerando os primeiros sete meses de 2026, Juazeiro do Norte e Crato não registraram  feminicídios, enquanto Barbalha contabilizou um. Em agosto, novos casos foram contabilizados em Juazeiro e no Crato. Os dois municípios contam com Delegacias de Defesa da Mulher, unidades especializadas no atendimento às vítimas de violência. Em Juazeiro, a delegacia funciona na Casa da Mulher Cearense.

Em entrevista, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Sá, classificou como “covarde” o homem que agride uma mulher e defendeu punições rigorosas para os autores de violência. “Homem que bate em mulher é um baita de um covarde, que não tem nada de macho, pelo contrário. Tem que ser realmente punido com muito rigor”, afirmou. 

O secretário também destacou a estrutura da rede de proteção às mulheres mantida pelo Estado, com atuação integrada das forças de segurança. Entre as iniciativas estão o Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil, o Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac), da Polícia Militar, as Patrulhas Maria da Penha e as Delegacias de Defesa da Mulher.

No Ceará, os dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social apontam uma redução de 40% nos casos de feminicídio em agosto. Foram três ocorrências neste ano, contra cinco no mesmo mês de 2025.

No acumulado de janeiro a agosto, o estado registrou 27 feminicídios, contra 34 no mesmo período do ano passado, uma redução de 20,6%. Nos sete primeiros meses de 2026, o Ceará apresentou taxa de 0,26 feminicídio por 100 mil habitantes, a menor entre os estados brasileiros, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em casos de emergência, as denúncias podem ser feitas pelo 190. Também estão disponíveis o Disque-Denúncia 181 e o telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher. 

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