Jornal do Cariri
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Altaneira reúne jovens e adultos em competição de Mountain Bike
A Copa é disputada em seis etapas.
Foto: Reprodução
Luan Moura
22/06 17:00

Uma área de três quilômetros e meio de extensão, no Sítio Poças, no município de Altaneira, é o cenário escolhido por quem vai se aventurar sobre duas rodas na Copa Mountain Bike Altaneira. Realizado na mesma área desde 2014, o campeonato é conhecido internacionalmente por ser uma derivação do ciclismo praticado em trilhas de terra ou estradas montanhosas. Em 2021, participam da competição 80 ciclistas distribuídos nas categorias adulto, juvenil e, pela primeira vez, 10 crianças disputando a Camisa Azul, que representa o campeão altaneirense. A Copa é disputada em seis etapas, sempre no final de cada mês do primeiro semestre.

A categoria infantil, que encerrou no último dia 12, teve o pequeno João Victor, de 7 anos, como vencedor da primeira bateria. David Gabriel, de 11 anos, venceu as duas últimas e tornou-se o primeiro campeão juvenil da Copa. Já a Ana Ysadora foi a terceira colocada nas três etapas e na classificação final. Nos dias 26 e 27 de junho, serão realizadas as últimas baterias da etapa final, para definição dos campeões adultos. Na etapa final, a organização aguarda a participação de 60 ciclistas da região do Cariri. A disputa de campeão geral é entre um ciclista de Juazeiro e outro de Crato.

A modalidade esportiva vem ganhando adesão de altaneirenses nos últimos anos. A cidade chegou a sediar cinco edições do Desafio 3 Horas MTB Altaneira e duas etapas do Campeonato Cearense de XCO (201/2020), sendo considerado o melhor circuito do Ceará pelos mais de 500 atletas que já pedalaram na trilha. O organizador do evento, Raimundo Soares, destaca a importância da prática esportiva para a cidade. “Muitos visitantes conheceram Altaneira através do MTB, colocamos Altaneira no mapa do turismo de aventura e esportivo, já recebemos ciclistas de todas as regiões do Ceará e de cinco estados do Nordeste”, afirma Raimundo, que também fala sobre como o evento foi pensando diante da pandemia. “A competição foi distribuída em cinco baterias com largada individual e número máximo de 15 ciclistas por bateria, sendo obrigatório o uso de máscara e distanciamento social antes e depois da participação. Cada ciclista faz a sua prova individual, depois nossa equipe faz a classificação de acordo com o tempo e número de voltas, vence quem completar as seis voltas no menor tempo”, explica.

Por ser uma modalidade ainda em ascensão na região, os atletas vivem um clima de incertezas por falta de incentivo. “Nós temos bons ciclistas, alguns já se destacaram a nível estadual, mas infelizmente sem apoio do governo municipal, alguns desistiram ou estão desestimulados. Temos uma equipe com cinco ciclistas, que compramos as bicicletas e um empresário local banca a manutenção. Mas, infelizmente, não temos nenhuma ajuda do governo municipal”, lamenta. Além disso, ela diz que ainda não há previsão para a premiação do evento. “Os campeões e os primeiros colocados ganham troféus e medalhas. Às vezes, conseguimos premiação em dinheiro. No ano passado, distribuímos mais de R$ 3 mil em prêmios, mas este ano ainda não temos previsão de premiação” completa. O ciclista Bruno Roberto, que também está na organização do evento, partilha do mesmo sentimento e revela que hoje a manutenção da trilha do Sítio Poças é realizada por ciclistas voluntários.

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