Teatro de Portas Abertas aposta na democratização da cultura
Iniciativa já reuniu cerca de três mil espectadores no Teatro Marquise Branca
Foto: Ascom Juazeiro do Norte
Joaquim Júnior
26/10/26 15:58

O Teatro Marquise Branca, em Juazeiro do Norte, voltou a receber programação cultural. Entre as ações, está o programa Teatro de Portas Abertas que, em dois meses e meio, já recebeu cerca de três mil espectadores. A iniciativa é voltada para o fomento à cultura e o funcionamento do espaço, que também sedia uma escola de arte.

Segundo Assislan de Paiva, coordenador da iniciativa, “o Teatro de Portas Abertas é um programa físico (espaço), ideológico (função) e atmosférico, que propõe uma saúde cultural no município de Juazeiro do Norte”. A proposta é desenvolver outros subprojetos para ampliar a programação e ocupar, além do teatro, outros espaços da cidade. De acordo com o coordenador, essa expansão depende de recursos, demandas, pautas, temas e calendários. “Não se vive sem arte, nem sem cultura. Temos lutado para que o melhor e o maior aconteça através da gestão pública”, afirma.

A iniciativa aposta em uma programação contínua, no diálogo com a plateia e no acesso democrático e gratuito às atividades culturais. “Que seja palco, espetáculo e plateia unificados, entendendo que o município ativisa este setor em toda a sua responsabilidade”, afirma, ao dizer que a seleção dos trabalhos é feita através de um chamamento público, via credenciamento realizado em 2025 e complementado em 2026, que reúne artistas e projetos.

Neste momento, a prioridade é ocupar o palco com trabalhos de teatro e outras linguagens cênicas. Além deles, o programa já recebeu artistas das artes plásticas e prevê uma ramificação dedicada à poesia, intitulada Poesia a Céu Aberto.

Outra iniciativa citada pelo coordenador é o Festival de Teatro Estudantil de Juazeiro do Norte (Festej) que, conforme informou, está parado há 22 anos e deve ser retomado como uma das ações que buscam aproximar o público. Ele avalia positivamente os primeiros resultados do programa e destaca a receptividade do público, além de defender a continuidade das ações voltadas à democratização do acesso à cultura. “Imagina unificar uma sociedade pelas artes?!”, questiona.

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