Projeto do Hospital Regional do Cariri acompanha pacientes pós-AVC
Projeto estabelece canal de comunicação direto com equipes da Atenção Primária à Saúde (APS)
Foto: Joaquim Júnior
Joaquim Júnior
12/11/25 11:00

O Hospital Regional do Cariri (HRC) está desenvolvendo um projeto que acompanha a continuidade do tratamento, após a alta hospitalar, de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) e que passaram pela internação na unidade. O projeto, intitulado “Atenção Integrada do Paciente Pós-AVC – de mãos dadas para a continuidade do cuidado entre o Hospital Regional do Cariri e a Atenção Básica Municipal”, estabelece um canal de comunicação direto entre o equipamento de saúde e as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) dos 45 municípios que integram a regional de Saúde do Cariri.

De acordo com a diretora de Gestão do Cuidado do HRC, Cléa Roriz, “o objetivo do projeto é reduzir o risco de recorrência do AVC isquêmico, apoiar pacientes e familiares no processo de reabilitação e fortalecer a integração do hospital com os municípios”. A proposta, conforme apresentou o HRC, está alinhada à Planificação da Atenção à Saúde realizada pelo projeto De Braços Abertos, desenvolvido pela Secretaria da Saúde (Sesa) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas); Umane (associação civil sem fins lucrativos); Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE).

As ações do projeto incluem verificar se o paciente está tomando corretamente os medicamentos prescritos; se está realizando consultas de acompanhamento; se foi encaminhado para reabilitação, quando necessário; se familiares/cuidadores receberam orientações e se existe monitoramento dos fatores de risco. As informações dos pacientes são solicitadas a cada representante municipal. As respostas devem ser encaminhadas 30, 60 e 90 dias após a alta, período mais crítico para o risco de ocorrência de um novo AVC nestes pacientes.

“A APS tem vínculo com o território e conhece o contexto familiar e social, favorece abordagens personalizadas e humanizadas e empoderamento da família. A família aprende e ganha segurança para cuidar e o paciente se sente mais acolhido, o que melhora adesão e autoestima”, explica a secretária executiva da Atenção Primária e Políticas de Saúde da Sesa, Vaudelice Mota, ao citar as vantagens da integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde. “A continuidade do cuidado reduz a desassistência após a alta hospitalar, diminui reinternações e complicações (como infecções, úlceras de pressão e novos AVCs)”, complementa a secretária.

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