Racha na base de Elmano expõe disputa pelas duas vagas ao Senado no Ceará
23/04/26 17:56

A definição das candidaturas ao Senado, na base do governador Elmano de Freitas, virou um campo de tensão política, com divergências abertas entre lideranças centrais do grupo governista. Após já ter imposto veto e articulado contra o nome de José Guimarães para a disputa senatorial, o senador Cid Gomes amplia o embate ao rejeitar, agora, a possível candidatura de Eunício Oliveira, que está indignado com os movimentos de Cid, que já o traiu em 2018, derrotando-o no confronto contra Eduardo Girão. Cid tem sinalizado claramente preferência por um nome mais alinhado ao chamado “PT histórico”, defendendo apoio à ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins — que atualmente está no PSOL e mantém forte identidade com setores mais ideológicos da esquerda. Essa escolha de Cid é interpretada como uma tentativa de influenciar diretamente a composição da chapa majoritária e, ao mesmo tempo, reposicionar forças dentro da base governista. Do outro lado, o ex-ministro da Educação, Camilo Santana, tem preferência clara pelo nome de Eunício Oliveira para o Senado. A avaliação de aliados de Camilo é de que Eunício agrega experiência política e capacidade de articulação nacional. Além disso, interlocutores próximos apontam resistência de Camilo à candidatura de Luizianne, o que aprofunda o impasse interno. No centro da disputa, Elmano tenta administrar o conflito sem romper a unidade da base. A escolha dos 02 nomes ao Senado é considerada estratégica para 2026, tanto pela força eleitoral quanto pelo equilíbrio político entre aliados. A divergência entre Cid e Camilo revela que, apesar da aliança formal, há projetos distintos em jogo dentro do mesmo grupo político — o que pode influenciar diretamente o desenho final da chapa governista. Até o momento, não há definição oficial sobre os candidatos ao Senado. O cenário segue em construção e deve passar por novas rodadas de negociação, com possibilidade de reacomodações conforme o avanço das articulações. A tese predominante é de que a decisão final dependerá de um equilíbrio delicado entre força política, viabilidade eleitoral e capacidade de manter a coesão da base governista.

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