Jornal do Cariri
Programa destina mais de 1.200 vagas para agentes ambientais no Cariri
Ações vão desde coleta seletiva à construção de hortas
Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
25/07/22 8:30

Ações de educação ambiental, que envolvem desde coleta seletiva e reflorestamento a temas como revitalização de ambientes degradados e construção de hortas comunitárias fazem parte dos Planos de Ação Comunitários (PAC’s), desenvolvidos no Programa Agente Jovem Ambiental (AJA). O projeto, que é de alcance estadual, já colhe os frutos também no Cariri, somando mais de 400 agentes em 14 municípios da região. Para os municípios caririenses, mais de 1.200 vagas são disponíveis para jovens com idade entre 15 e 29 anos, que recebem bolsa e capacitações.

Sérgio Mota, orientador da Célula de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), conta que o Programa AJA foi criado através da lei estadual 17.383/2021. O objetivo é estimular a participação de jovens em projetos sustentáveis, através da inclusão social e ambiental, viabilizando o desenvolvimento de competências e habilidades, ampliando as oportunidades de geração de renda e o protagonismo juvenil. Tudo com foco na melhoria da qualidade de vida e na preservação do meio ambiente.

“O impacto do programa na região e no estado se dá através do protagonismo dos jovens em suas comunidades. Eles são os multiplicadores da educação ambiental, com a missão de sensibilizar e engajar a comunidade para a melhoria da qualidade ambiental. Diante do atual cenário ambiental do planeta, este programa é de suma importância, pois consegue capilarizar a educação ambiental em todo o território cearense, através da maior rede de jovens ambientalistas do Brasil”, avalia Sérgio.

Christiane Arraes, coordenadora regional, explica que, inicialmente, é feita uma avaliação dentro da comunidade para verificar, na área do meio ambiente, necessidades existentes para que ocorram as ações. Os municípios dão apoio técnico para orientar os jovens sobre execução, além da parte material e, em contrapartida, recebem o engajamento de jovens e das comunidades em questões ambientais, o que gera um benefício coletivo. Em casos de hortas, por exemplo, a colheita é doada para pessoas carentes ou, quando é de dentro de uma escola, doado para merenda escolar. O trabalho de coleta seletiva, por sua vez, é encaminhado para associações de catadores.

“Se conseguirmos fazer com que 10% da população do Cariri tenha essa consciência, vamos ganhar muito para preservar o meio ambiente. O jovem é criativo, o jovem tem capacidade de expressar de uma forma inteligente, através do PAC que ele desenvolve dentro das comunidades, chamando a atenção dos moradores e ensinado a eles todos os benefícios daquelas ações. O maior impacto é esse: a inclusão social desses jovens, despertando o interesse voltado para os estudos e para o meio ambiente”, finaliza a coordenadora.

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