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Poesias em redes sociais encantam leitores
Em tempos de caos, poesia. Por livro, por música ou por qualquer outro formato, é consenso que ela tem o poder de oferecer leveza às vidas.
Joaquim Júnior
07/05 18:51

Natural de Pernambuco, e com o Cariri no coração, Marlon convive com a poesia desde criança. Ele conta que, por ter morado praticamente toda a infância na zona rural, lá bebeu da fonte da poesia popular através dos programas de cantoria de viola, declamações de poesia popular e leitura de folhetos de cordel feitas pelo avô paterno, que não escrevia, mas tinha uma memória prodigiosa, com inúmeros títulos clássicos de folhetos em mente. “Nesse meio tempo, eu já tinha um conhecimento sobre literatura – não a popular, mas a clássica, pois já lia Camões, Bocage, Gregório de Matos, Vinícius de Morais e outros nomes”, contou, ao dizer que os primeiros escritos foram sonetos, unindo a lírica utilizada absorvida pela leitura dos autores à métrica da cantoria de viola e cordel.

Além de escrever poesias, Marlon também é violeiro e possui canal no YouTube Foto: Arquivo pessoal

A poesia de Marlon, segundo ele, surge de forma inesperada. “Ela bate à porta sem avisar que vem. É como eu disse: às vezes, você se senta pra almoçar e uma ‘frase chefe’ chega. Você acorda e já tem aquela mensagem. Deita pra dormir e aparece aquele sussurro. Pode até ser uma mensagem espiritual...não sei explicar bem”, comenta, ao destaca que não possui uma linha filosófica fixa e que as estrofes dele são baseadas no que chegar à mente. “Penso que o poeta não escolhe a poesia, mas ela escolhe o poeta”, enfatiza o jovem, que diz que, “na poesia, apesar de existir mais lirismo nos escritos poéticos do que verdade propriamente dita, em algum lugar, alguém vai sentir verdade naquilo e tomar para si”.

Atualmente, o poeta, que cursou Jornalismo na Universidade Federal do Cariri (UFCA), possui um livro estacionado em uma editora. Neste momento de pandemia, ele aproveita o tempo também para se dedicar a outras linguagens. “Como sou cantador repentista, tenho um canal no Youtube (Nós, vocês e as violas),em parceria com um amigo também cantador. E, na plataforma, somos o primeiro canal a realizar cantorias ao vivo, muito mesmo antes da moda pegar com a quarentena”, relata. A experiência, ao seu ver, tem sido interessante, mesmo que vários cantadores questionando se o projeto iria para a frente.

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