Jornal do Cariri
PF apreende mais de R$ 11 mil em cédulas falsas no Cariri
Crime prevê pena de reclusão de três a 12 anos
Foto/llustração
Luan Moura
28/09/21 19:47

Em menos de uma semana, a Polícia Federal prendeu três pessoas e aprendeu R$ 11.300,00 em cédulas falsificadas, uma prática que tem aumentado bastante no Cariri. O primeiro caso ocorreu no dia 21 de setembro, no município de Juazeiro do Norte, com a prisão em flagrante de um jovem ajudante de eletricista de 19 anos, que recebeu uma encomenda em sua residência, com R$ 1.200,00 em notas falsas, de R$ 50,00 e R$100,00. No dia seguinte, uma juazeirense foi pega em flagrante, enquanto recebia R$ 5 mil, também falsificados. Dois dias após a primeira prisão, o dono de um pet shop, em Nova Olinda, de 28 anos, foi preso ao receber o valor de R$ 5.100,00 em notas falsas. As prisões foram realizadas a partir da troca de informações entre a PF e a equipe de monitoramento dos Correios. Os três envolvidos responderão pelo crime de Moeda Falsa, que prevê pena de reclusão de três a 12 anos, segundo o artigo 289 do Código Penal. 

Em entrevista ao jornalista Guilherme Antônio, da rádio CBN Cariri, a titular da Delegacia da Polícia Civil de Juazeiro do Norte, Josefa Maria Lourenço, disse que a polícia tem recebido várias denúncias sobre as remessas de cédulas falsas pelos Correios, e foi assim que chegaram aos casos. “Este ano, no Estado, com o retorno das atividades normais, passou a aumentar o número de crimes de moeda falsa, principalmente de grandes centros para Juazeiro”, afirma. Geralmente, o material é enviado de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a delegada também informou que, embora o modus operandi seja o mesmo, com a negociação pela internet, é possível perceber uma mudança nos praticantes, que não têm antecedentes criminais. “A gente está percebendo um novo público que tem praticado, como pessoas com emprego fixo, classe média”, ressalta. 

Em resposta ao Jornal do Cariri, a PF disse que ainda não pode divulgar mais informações sobre a atuação, tendo em vista que a investigação ainda está em andamento, mas orientou que a população geral pode se informar mais sobre a aplicação do crime e os comerciantes podem se prevenir para não caírem em golpes, a exemplo do uso de canetas e infravermelho que auxiliam na identificação da nota

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