O dilema da base oposicionista de Farias Brito
24/03/26 0:00

O grupo de oposição de Farias Brito conseguiu fazer maioria na Câmara, contra o prefeito Deda Pereira. Tudo após a cassação dos três vereadores do MDB, incluindo o presidente da Casa, João Camilo. A virada de jogo proporcionou a eleição do novo presidente, Edson Ferreira (PT). Mas, as vitórias pararam por aí. Tanto que a base de apoio a Deda decidiu parar as articulações para refazer a maioria. A base aposta no dilema que, segundo eles, vive a oposição: o que fazer para desgastar uma gestão com tantas entregas? E apontam: só na última semana, foram 11 novos veículos, sendo oito ônibus escolares; sem falar nos tratores recebidos do Governo do Estado. A tensão poderia vir da votação das contas, mas elas chegarão à Câmara com parecer favorável do Tribunal de Contas (TCE). Para desaprovar, serão necessários dois terços dos votos, o que a oposição não tem. Sem falar no desgaste de derrubar um parecer técnico do TCE. Ao presidente Edson, o desafio de resolver a equação política. Para a base aliada, a sensação de que o estrago não foi tão grande.

Sem comparação

A disputa entre oposição e situação, em Altaneira, vive a fase da comparação. Quem era oposição virou situação e a situação está na oposição. E isso, foi usado como argumento pelos petistas Professor Nonato e Júnior Paulino, para pressionar a base da prefeita Késia Alcântara (PSB), na sessão do dia 16. Em jogo, a aprovação de proposições. Mas, a pressão psicológica não deu certo e a tentativa acabou repelida pelo líder, Paulo Robson (PSB): “Deus me livre de que minhas práticas como vereador sejam equiparadas à atuação de vereadores anteriores”, disse. Ele qualificou as atitudes da base aliada passada como “imoralidade”, ao lembrar de “vereador recebendo gratificação por portaria do prefeito” e “recebendo ilicitamente e sem trabalhar”. Houve silêncio no plenário.

Disputa por espaço

Em Milagres, oposição e situação continuam uma disputa intensa pelos espaços políticos do PT. Na direção da sigla, o ex-candidato a prefeito, Abraão Sampaio (PT), garante que o partido seguirá na oposição ao prefeito Anderson Eugênio, o Derson (MDB). Mas, ainda com influência, o ex-prefeito Cícero Figueiredo (PT), principal apoiador de Derson, trabalha para aproximar a gestão do governo Elmano de Freitas (PT). Na eleição, os dois lados devem apoiar a reeleição de Elmano. A diferença deve ficar na disputa pelo Senado. Abraão vota em José Guimarães e Júnior Mano (PSB), enquanto Derson só decidiu por Eunício Oliveira (MDB). Há resistência ao nome de Guimarães pelo apoio a Abraão na eleição de prefeito. Derson quer espaço no PT sem votar no PT.

Operação Carta Marcada

Uma operação do Ministério Público do Ceará, deflagrada no dia 17, pode revelar um grande esquema de corrupção a partir do município de Penaforte, com ramificação em outros quatro municípios do Cariri. A operação “Carta Marcada” investiga supostas fraudes em licitações e execuções de contratos em Penaforte. É importante ressaltar que tudo parte de ex-gestões, que os promotores preferem não apontar no momento. Mas, segundo o atual prefeito, Luís de Celestina (PSB), a investigação mira os anos de 2021 e 2022, gestão do ex-prefeito Rafael Ângelo (PT). Tensões políticas à parte, a operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Penaforte, Barro, Juazeiro do Norte, Milagres, Porteiras e na capital paraibana, João Pessoa.

Enquanto isso...

Ainda em Penaforte, a Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) apura crimes como peculato e associação criminosa, em licitação e prestação de serviços de reforma e manutenção preventiva.

Os mandados, expedidos pelo Tribunal de Justiça, foram cumpridos em imóveis residenciais de ex-agentes públicos e de empresários, além das sedes da Prefeitura de Penaforte e de empresas investigadas.

Em Araripe, isolado politicamente, o prefeito Zé Gordinho (PT) resolveu fazer uma política de assistencialismo para mascarar o desgaste com os sucessivos rompimentos de aliados. Essa é a avaliação da oposição.

Sem uma política de geração de emprego e renda, a gestão petista investe na distribuição de 500 cestas básicas, mensalmente, para famílias em vulnerabilidade social. Tudo financiado com recursos próprios.

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