Pacto nacional une os Três Poderes na luta contra o feminicídio
Presidente Lula defendeu atuação de homens contra o feminicídio
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Robson Roque
04/02/26 17:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (4), o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e defendeu que o enfrentamento à violência contra mulheres deve ser responsabilidade de toda a sociedade, especialmente dos homens. 

“Não basta não ser um agressor. É preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O tema tem impacto direto no Cariri. Nos últimos oito anos, 44 mulheres foram vítimas de feminicídio na região. Em 2025 foram sete registros, a mesma quantidade do ano anterior, enquanto 2026 um caso já foi registrado.

O pacto prevê ações coordenadas entre os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para prevenir a violência contra meninas e mulheres, envolvendo escolas, sindicatos, parlamentos e diferentes setores sociais. Lula destacou, ainda, o papel da educação na construção de uma sociedade baseada no respeito.

A primeira-dama Janja da Silva abriu a cerimônia com o relato de uma mulher agredida em público, sem receber ajuda, convocando os homens a se posicionarem diante da violência. Já a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o combate ao feminicídio é prioridade do governo e que o Conselho da Federação atuará para engajar estados e municípios na implementação das ações.

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