Jornal do Cariri
Novo centro socioeducativo vai ampliar ressocialização
Novo equipamento ajudar a atender demanda caririense
Foto: George Braga - Ascom Seas
Joaquim Júnior
26/10/21 11:00

Por ano, estima-se que 300 adolescentes, com faixa etária principal de 16 e 17 anos, passem por centros socioeducativos no Cariri. Atualmente, há cerca de 60 internos nas três unidades instaladas em Juazeiro do Norte, que atendem à demanda de toda região: uma de semi-liberdade, com capacidade para 20 jovens; uma de internação provisória, com capacidade para 48; e o recém-inaugurado Centro Socioeducativo Padre Cícero, com capacidade para 90.

Roberto Bassan, superintendente do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas), explica que os adolescentes são apreendidos no cometimento do ato infracional pela Polícia Militar, encaminhados ao sistema de Justiça e, posteriormente, para a unidade de internação provisória. Nesse período, eles vão para julgamento em prazo de, no máximo, 45 dias. “E aí começa uma intervenção técnica nesse centro socioeducativo, com atividades de escolarização formal e qualificação profissional e um estudo de casos, realizado por assistentes sociais, psicólogos e pedagogos”, completa.

O superintendente cita a integração entre as demais políticas públicas como uma necessidade em todo processo. Além disso, destaca a importância da participação de secretarias municipais de Educação, Saúde, Trabalho, Empreendedorismo e, ainda, o envolvimento da sociedade. “É trazer empre sas para fazer um processo de aprendizagem dentro da unidade, para que haja quebra de estigma e esse jovem possa ser reinserido na comunidade, sem estar estigmatizado, sem ser visto como problema. Essa é a nossa meta”, cita Roberto.

Os jovens que recebem medida socioeducativa de internação podem ficar de seis meses a três anos internados. No período, de acordo com Roberto, eles serão transferidos para o Centro Socioeducativo Padre Cícero, onde terão ações de escolarização formal e espaço de qualificação profissional, cultura, esporte e lazer. Para cada um, é feito um plano individual de atendimento, onde são estabelecidos prazos, metas e compromissos de escolarização formal, envolvimento da família e, principalmente, qualificação profissional.

Oportunidade

Conforme explica Andressa Nunes, diretora do Centro Socioeducativo Padre Cícero, o recém-inaugurado equipamento contribuirá com os demais centros já existentes. Isso será possível através do acompanhamento de adolescentes encaminhados pelo judiciário, dando continuidade ao trabalho nas intervenções pedagógicas e sociais, no que tange à ressocializacao de jovens em cumprimento de medida socioeducativa.

A diretora conta que os programas oferecidos incluem: profissionalizantes – na área de gastronomia, beleza, jornada pessoal e profissional, empreendedorismo, eletricista instalador, informática; escolarização – que inclui anos iniciais, anos finais e Ensino Médio; esporte e lazer, com futebol, funcional, jogos de mesa; arte e cultura – com oficinas de música, artes visuais, marcenaria, teatro e oficinas rotativas. Entre as parcerias estabelecidas, estão algumas com universidades locais e instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Cariri. “Todas essas empresas participam das atividades que são ofertadas aos adolescentes. Algumas de forma voluntária e outras através de convênio. Os adolescentes recebem certificados de acordo com a carga horária de cada curso ofertado”.  Roberto Bassan, superintendente da Seas, explica que os jovens, ao saírem da unidade, “podem tanto ser atendidos pelo Programa de Egressos que a Superintendência está criando nesse momento, que é um programa de oportunidade e cidadania, ou o município atende esses jovens no programa de medidas socioeducativas em meio aberto, oferecido em cada município através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)”.

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