Jornal do Cariri
Municípios seguem em campanha para vacinar contra raiva
Municípios iniciaram campanha na primeira metade de outubro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
LUAN MOURA
19/10/21 14:42

No Cariri, as campanhas de vacinação antirrábica para cães e gatos tiveram início na primeira metade do mês de outubro e seguem até novembro. Iniciadas com o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), em 1970, as campanhas são realizadas anualmente em todo o território nacional, com o objetivo de prevenir a raiva, uma doença infecciosa aguda que tem taxa de letalidade quase igual a 100% para os bichos acometidos. Ela pode ser transmitida para os humanos por meio da mordida, arranhadura ou lambidas de animais contaminados.

As campanhas são voltadas para animais a partir dos três meses de vida e que não apresentem sinais de enfermidades antes de receber a dose. Para a titular da Secretaria de Saúde do Município de Assaré, Regina Furtado, apesar da doença ser controlada, ainda causa muita preocupação. “Por isso. o Município realiza anualmente a campanha, que é a única forma de prevenir as enfermidades e manter os animais saudáveis", destaca.

Em entrevistas ao Jornal do Cariri, o médico veterinário Gabriel Apolônio destaca a importância da vacinação. “O objetivo é manter a barreira imunológica para que não haja a transmissão de raiva entre os animais e não acometa também os humanos”, diz o profissional, que também chama atenção para os principais sintomas da zoonose. “A primeira fase, popularmente conhecida como ‘raiva furiosa', são os sinais de agressividade, até chegar a uma depressão. A segunda fase, conhecida como a ‘raiva paralítica’, que é aquela dificuldade de deglutição, salivação em excesso, falta de coordenação de membros, até que chega à fase de paralisia total, quando o animal está próximo do óbito”, explica.

O médico também faz um alerta para os donos dos animais, que notarem os sintomas da raiva, devem se dirigir até um médico veterinário. “Ele suspeitando de raiva, tomará as devidas providências, como contatar órgãos de notificação, para realizar a coleta de materiais e confirmar a doença, porque não tem cura”, finaliza.

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