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Mulheres negras lideram lista de vítimas de violência no Cariri
Vítimas de violência podem procurar órgãos como a Defensoria Pública e delegacias
Foto: Freepick
Joaquim Júnior
11/02/25 9:30

Dados da 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo Instituto DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), apontam que 68% das brasileiras têm uma amiga, familiar ou conhecida que já sofreu violência doméstica. No Cariri, números do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do ceará (DPCE) apresentam perfil das vítimas de violência: 80,2% delas são negras, 25,6% estão em trabalho informal, 6,7% estão desempregadas e 41,7% são do lar.

Sob diferentes aspectos, a violência psicológica lidera os tipos de agressão sofrida por elas: 97,2%. Em seguida, estão a violência física (70,9%), violência sexual (17,5%), violência patrimonial (51%) e violência moral (72,1%). Um dos dados que chamam a atenção nos dados é o tempo que as vítimas levam para realizar a denúncia sofrerem algum tipo de violência: 38,6% leva entre um e cinco anos para realizar a denúncia, 19,5% leva de dez a 20 anos, enquanto 17,4% leva de cinco a dez anos para isso.

Entre os motivos que potencializam a violência, estão álcool (65,7%); ciúmes (63,9%) e separação (42,1%). Já no que se refere à dependência que impede as vítimas de romperem o ciclo de violência, os fatores que lideram a lista são: emocional (79,2%), familiar (48,5%), financeiro (37,2%) e medo do agressor (35,9%).

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