Jornal do Cariri
Mulher trans denuncia academia por transfobia em Juazeiro do Norte
Jhully Carla teve matrícula recusada em academia “exclusivamente feminina”
Foto: Arquivo Pessoal
Natália Alves
31/05/22 16:30

A servidora pública Jhully Carla de Souza, 26 anos, foi vítima de transfobia nesta segunda-feira (30), em uma academia exclusivamente para mulheres, no bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte. De acordo com Jhully, o gerente do local se recusou a aceitar sua matrícula, tendo ainda questionado qual o órgão sexual dela. Um boletim de ocorrência foi registrado para investigar o caso.

Segundo Jhully, a busca pela academia se deu devido a recomendação de uma amiga, além da proximidade em relação a sua casa. O acesso à academia foi negado, mesmo a servidora pública portando documentos retificados há um ano. Ela conta que não é a primeira vez que o estabelecimento é alvo de denúncias de crime de transfobia, e que outra mulher trans já sofreu abuso por parte do local.

O advogado do estabelecimento se pronunciou, alegando que “tudo foi um mal-entendido”, e que a academia "repudia veementemente toda e qualquer violência transfóbica''. 

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal deliberou que transfobia é crime enquadrado no artigo 20 da Lei do Racismo (7.716/1989), estando sujeito à punição de um a três anos de prisão, podendo chegar a cinco em casos mais graves. O crime é inafiançável e imprescritível.

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