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Macrorregião ultrapassa 103 mil casos de covid-19 em abril
No Crajubar, 100 óbitos por covid foram registrados no mês de abril
Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
04/05 8:30

No ano passado, o Cariri atingiu o pico da pandemia de covid-19 no momento em que a capital apresentava estabilização de casos confirmados. Em 2021, ambos voltaram a registrar alta na contaminação pelo novo coronavírus. Devido ao crescimento da ocupação de leitos e número considerável de pacientes aguardando vagas para internamento na região, o cenário é considerado crítico por especialistas. Em Crato, Juazeiro e Barbalha, 100 óbitos e 4.720 novos casos foram registrados somente no mês de abril, sendo 1.339, 2.703 e 678 respectivamente. Na macrorregião do Cariri, desde o início da pandemia, já são mais de 103 mil confirmações. Atualmente, a ocupação dos leitos está acima de  93%. Diante de tais índices, alguns municípios tomaram medidas mais restritivas. Os gestores também apelam para que a população contribua na causa.

Conforme levantamento feito pelo Jornal do Cariri, levando em consideração os boletins epidemiológicos dos municípios, a média de casos nos municípios do Crajubar apresentou variações ao longo do mês de abril. Em Crato, os primeiros sete dias (1º a 7 de abril) apresentaram média diária de 25,71 casos confirmados e 0,43 óbitos. Nas semanas seguintes, a média continuou em crescimento – a de casos chegou a 21,29 e 39, 43 nas semanas seguintes. Já nos últimos setes dias (24 a 30 de abril), as médias chegaram a 74,86 casos diários e 0,71 óbitos.

Em Juazeiro, a média de casos confirmados nesse período do início do mês foi 93 e a de óbitos 03. Após aumento nos casos, chegando à média diária de 102,57, os últimos setes dias de abril registraram queda, tendo as médias de 69,86 casos e 01 óbito, respectivamente. Em Barbalha, a primeira semana teve média de 9,71 casos e 0,57 mortes diárias. Após apresentar aumento contínuo, com as semanas seguintes contabilizando média de 21,43 e 22,29 casos diários, os últimos sete dias tiveram média de 38,57 casos e de 0,86 mortes.

O diretor técnico do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha, Helson Viana, conta que, atualmente, tanto no Cariri como no Estado, é observado o predomínio da variante P1. “Esta Cepa mudou um pouco a característica da doença. Está apresentando uma infectividade muito maior, atingindo pacientes cada vez mais novos e levando este paciente à gravidade mais rápido, geralmente na primeira semana da doença, diferentemente do que aconteceu na primeira onda da pandemia”, relata. Ele aponta que, com isso, as vagas de UTI estão lotadas há mais de dois meses.

“Acredito que tenhamos entrado em um processo de estabilidade, mas num platô muito alto, não desejado. São muitos casos ao mesmo tempo”, afirma Helson, ao destacar que, hoje, o HMSVP conta com 20 leitos adultos de enfermaria voltados a casos leves e moderados, com taxa de ocupação em torno de 78%; além de 10 leitos de pediatria, também voltados para casos leves e moderados, com taxa de ocupação de 30%. Por sua vez, há 15 leitos de UTI para a macrorregião, pactuados com o Estado, com taxa de ocupação de 100% há mais de dois meses.

Como apresenta Demostênia Rodrigues, diretora geral do Hospital Regional do Cariri (HRC), o atual momento desperta preocupação, pois a doença é altamente contagiosa e requer medidas efetivas de distanciamento social e prevenção para frear o aumento de casos são necessárias. Apesar disso, o que se vê é um relaxamento por parte da população em geral. Atualmente, o HRC, possui 93 leitos de UTI disponíveis para tratamento contra covid-19. De acordo com a plataforma Integrasus, a ocupação está em torno de 93%.

Com o aumento de casos, o prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito, conta que esta segunda onda veio ao mesmo tempo no Cariri e na capital. Como ele aponta, a diferença é que, desta vez, a compreensão sobre a doença é maior que no primeiro momento, e que a vacinação poderá mudar o cenário positivamente, principalmente a partir do momento em que mais de 50% da população estiver imunizada. No Município, ele diz que, independente de lockdown, a quantidade de casos permanece estável. Outro município que acompanha de perto a evolução de casos é Lavras da Mangabeira, que já ultrapassa 35 óbitos. Em recente comunicado nas redes sociais, o prefeito Ronaldo da Madeireira, a secretária de Saúde Giancarla de Queiroz e representantes do Legislativo municipal fizeram um apelo para que as pessoas façam sua parte, pois a atual demanda é maior que a Saúde suporta. Mirialdo Linhares, diretor geral do Hospital São Vicente Férrer, dá destaque que cada vez mais jovens estão contraindo a covid e que, se a população não cooperar, será necessário “fechar” o Município, a exemplo, de outros vizinhos. Quanto à flexibilização das atividades, com o retorno de aulas presenciais, por exemplo, municípios estudam a viabilidade da retomada. Outros, como Várzea Alegre, afirmam que as aulas só retornarão após a vacinação dos profissionais de Educação.

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