Juazeiro intensifica combate ao Aedes aegypti com ovitrampas, vacinação e ações educativas
Monitoramento permite identificar focos do mosquito
Foto: ASCOM/Juazeiro do Norte
Natália Alves
08/02/26 12:00

O município de Juazeiro do Norte tem ampliado as estratégias de enfrentamento e prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além das visitas domiciliares realizadas diariamente pelos agentes de endemias, o município aposta no uso de ovitrampas para monitorar a presença do vetor e direcionar intervenções mais eficazes nas áreas com maior incidência.

Atualmente, 200 ovitrampas estão distribuídas em 23 bairros da cidade. Os dispositivos são recipientes pretos, semelhantes a pequenos vasos, com água e levedo, que recebem palhetas de madeira para identificar a presença de ovos do mosquito. O material coletado é encaminhado para análise, permitindo o acompanhamento da circulação do vetor no território.

Nos imóveis onde há confirmação de ovos do Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte (Sesau) realiza a aplicação do inseticida Cielo ULV tanto na residência que abriga a ovitrampa quanto nos domicílios situados em um raio de até 300 metros, medida que busca reduzir rapidamente a proliferação do mosquito.

Paralelamente às ações de campo, o município desenvolve atividades educativas em praças e outros espaços públicos e mantém o projeto Pequenos Vigilantes, em parceria com a Secretaria de Educação. Voltada a estudantes do Ensino Fundamental II da rede municipal, a iniciativa incentiva o protagonismo infantojuvenil na promoção da saúde e no combate às endemias.

Desde janeiro, Juazeiro do Norte também disponibiliza a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Os imunizantes estão acessíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), além do Centro de Dermatologia, SAME e Vapt-Vupt. Para receber a dose, é necessário apresentar caderneta de vacinação, CPF e/ou Cartão do SUS.

A Secretaria reforça ainda o papel da população na prevenção. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 75% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, o que torna fundamental a adoção de cuidados simples no dia a dia, especialmente durante o período chuvoso, para conter a disseminação das arboviroses no município.

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