Interiorização da Casa da Mulher fortalece o combate à violência de gênero
Em todo o Ceará, o projeto conta com a adesão de 156 municípios
Foto: Ariel Gomes
Joaquim Júnior
08/03/26 12:04

Com as recentes inaugurações de unidades da Casa da Mulher no Cariri, 11 municípios da região já contam com o equipamento: Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Farias Brito, Jardim, Juazeiro do Norte, Milagres, Potengi, Santana do Cariri e Várzea Alegre. Através da iniciativa, que assegura que a mulher não precise percorrer longas distâncias para buscar ajuda, há o fortalecimento da rede de enfrentamento à violência na região.

Lia Gomes, secretária das Mulheres do Ceará, explica que as unidades da Casa da Mulher Cearense funcionam como locais de proteção, acolhimento, orientação e fortalecimento. A intenção é ampliar ainda mais essa rede no processo de interiorização. “O Ceará é diverso, tem realidades muito diferentes entre a capital e os municípios do interior. Um dos grandes desafios é justamente garantir que a política chegue a todos esses territórios, respeitando as especificidades locais, fortalecendo as redes já existentes e formando equipes preparadas para lidar com situações tão delicadas quanto a violência contra a mulher”, relata.

De acordo com a secretária, muitas vezes, a mulher chega às unidades vivendo sinais de diferentes formas violência, que ainda não evoluíram para agressões físicas. Quando ela encontra escuta, informação sobre seus direitos e apoio para tomar decisões com segurança, é possível interromper esse ciclo, antes que ele chegue ao extremo do feminicídio. No processo, ocorre o trabalho integrado com a rede de segurança, justiça e assistência social.

“Existe também um papel muito importante na prevenção estrutural: promover informação, realizar ações educativas, palestras, seminários, rodas de conversas, dialogar com a comunidade e fortalecer a autonomia das mulheres. A Casa da Mulher Cearense é um espaço de cuidado, mas também de mudança”, enfatiza Lia Gomes, ao destacar que a articulação com os municípios também é um ponto a ser lembrado, pois nenhuma política pública se sustenta sozinha. Em todo o estado, o projeto conta com a adesão de 156 municípios. Por meio do Ceará por Elas, no último ano, o número de Casas da Mulher Municipais mais que dobrou, bem como o número de Patrulhas Maria da Penha.

“Sabemos que não é fácil, que o medo paralisa. Medo de morrer, medo pelos filhos, medo de ser julgada. Mas saiba que você não está sozinha. A violência nunca é culpa da mulher. Nunca. Não importa a circunstância, nada justifica agressão, humilhação, ameaça ou controle. Você merece viver com respeito, dignidade e paz. Buscar ajuda não é fraqueza. É um ato de coragem. E existem pessoas preparadas para te acolher sem julgamento, para te orientar com cuidado e responsabilidade. A rede de proteção está aí para caminhar ao seu lado, no seu tempo, respeitando suas decisões e priorizando a sua segurança. Cada passo, por menor que pareça, já é um movimento em direção a uma vida mais segura”, conclui a secretária.

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