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Festival reúne contadores de histórias em edição online
Contadora de Juazeiro participará do Festival em dois momentos
Bette Gomes, de Juazeiro, faz parte da programação. Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
23/03 11:30

Até o próximo domingo (28), acontece o Festival Lamparina de Histórias, que reúne contadores de histórias de diferentes municípios. Bette Gomes representará Juazeiro do Norte. Devido às orientações de prevenção e combate à pandemia de covid-19, o evento acontece virtualmente. Ao todo, serão mais de 20 atrações, entre narradores e mestres culturais, além de grupos de caretas, reisado e dança.

A contadora de Juazeiro participará do Festival em dois momentos: dia 26, às 19h, na abertura oficial; e no dia 27, às 18h, com a apresentação “Contos Populares do Brasil”, trabalho realizado através de pesquisa com contos recolhidos pelos escritores: Silvio Romero, Francisco de Assis Sousa Lima e Ana Maria Machado. “Tem sido muito gratificante que nós, os contadores de histórias do Cariri, possamos estar participando de eventos locais, estaduais e internacionais, pois nossa região é rica do imaginário popular e carregamos em nossa formação pessoal essa bagagem”, menciona Bette, que é pedagoga e produtora da Cia. Luz do Conto.

Sobre o momento de pandemia, ela destaca que o recurso tecnológico tem sido importante. O formato, antes pouco utilizado, abriu portas para outros contatos, com pessoas de diferentes lugares, proporcionando a ampliação de visibilidade das atividades e o acesso e apreciação dos trabalhos. Ela lembra, inclusive, da importância dos incentivos pelas instituições e secretarias, assim como da Lei Aldir Blanc, que dá suporte à comunidade artística neste período de pandemia. “Esperamos que todos possam apreciar o Festival Lamparina de Histórias, que está com uma belíssima programação”, conta. Para conhecer mais sobre o trabalho de Bette e da Cia, os projetos podem ser encontrados em perfis do Instagram, Facebook, Twitter e blog.

Sobre o Festival

Almir Mota, escritor, contador de histórias e produtor executivo do Festival, conta que o projeto surgiu há 12 anos, com uma ideia da contadora de histórias e terapeuta, Júlia Barros, em Fortaleza. Desde que criado, já se foram 20 edições, passando por Assaré, Canindé, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante, Itarema, Redenção, Fortaleza, Caucaia, Saboeiro e Crateús. Essa é terceira vez que há artistas do Cariri no Festival. Como cita Almir, a banda caririense Fulô da Aurora participou de uma edição presencial em Saboeiro.

Na última edição, a narradora Bete Pacheco esteve presente. “Foi um show maravilhoso, com as cores do Cariri e o cheiro do pequi em cada letra das músicas”, relembra. Através das edições, ele cita que a Lamparina de Histórias deu voz a muitos mestres contadores de histórias anônimos. Além disso, “deu luz a estes repassadores de lendas, causos, contos assombros e outros tipos de histórias que povoam e alimentaram tanta gente, com sua magia e animação em muitas noites em que se fazia rir e esquecer o cansaço do trabalho na roça, no momento de desbulha de milho ou feijão, na porta de casa, pegando o vento fresco do Aracati”.

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