Falta de mobilidade e transporte afastam PcD das urnas
Pauta avança sobre responsabilidades do poder público
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
Robson Roque
16/02/26 12:18

A baixa participação das pessoas com deficiência (PcD) nas eleições do Crato entrou na agenda política do município. O tema foi debatido em uma reunião do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Dados do cartório eleitoral expõem o desafio: dos 700 eleitores PcD identificados na cidade, apenas 28 compareceram às urnas no último pleito, o que equivale a menos de um por cento. 

Para o presidente do Conselho, Alberto Lima, o número revela um déficit estrutural de inclusão. Ele aponta que a barreira não é apenas motivacional, mas também física. “Eu mesmo senti dificuldades na última eleição em relação à mobilidade, pois o local em que fui votar tinha primeiro andar e dificultava mais ainda o acesso”, relatou, defendendo adaptações nos prédios e transporte adequado.

A pauta avança sobre responsabilidades do poder público. O Conselho propõe campanhas de sensibilização, parcerias com o cartório eleitoral e a Prefeitura do Crato, além de ações junto à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e outras entidades. 

Entre as sugestões estão a identificação da pessoa com deficiência no momento do voto, incentivo à emissão do título e fortalecimento da autoestima para ampliar o engajamento político. O debate reposiciona a inclusão como questão democrática. Mais que garantir acesso às urnas, trata-se de assegurar representatividade e cidadania plena. “Temos que sensibilizar e ver as principais dificuldades e facilitar a ida de todos aos locais de votação”, conclui Alberto.

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