Disputa municipal de Araripe na mira de lideranças de Potengi
01/09/26 0:00

A instabilidade política de Araripe, com um histórico de constantes rompimentos, está motivando um cenário diferente para 2028. Lideranças de municípios vizinhos enxergam espaços para prováveis candidaturas a prefeito. Um destes nomes é o prefeito de Potengi, Salviano Alencar (PDT), que tem sido incentivado pela sua base a considerar a possibilidade. Fazendo uma gestão bem avaliada, Salviano pensa em apostar na sua irmã e atual vice-prefeita, Silvaneide Alencar, para continuar à frente da Prefeitura de Potengi e se candidatar a prefeito de Araripe. Nos bastidores, o assunto é tratado com reserva, mas começa a ganhar corpo e apoio entre lideranças locais. Caso se candidate em Araripe, Salviano enfrentará grupos divididos e enfraquecidos. Hoje, pelo menos quatro grupos rivalizam. Se articulam os grupos do ex-prefeito Giovane Guedes, com apoio do vice-prefeito Charles Lawrence (União); do ex-prefeito Cícero de Deus (PSB); do ex-candidato, Rodrigo Modesto (PSB); e do atual prefeito Zé Gordinho (PT), com apoio do ex-prefeito, Humberto Germano.

Sem apoio a petistas

O município de Araripe vive um cenário eleitoral bem diferente do que imaginaram os líderes estaduais do PT. Apesar de ter o atual prefeito Zé Godinho (PT), o partido não terá apoio para nenhum dos seus candidatos a deputados estadual e federal. Zé Gordinho votará em Davi de Raimundão (MDB) e Denis Bezerra (PSB). Outras lideranças como o ex-candidato Rodrigo Modesto (PSB) e o ex-prefeito Humberto Germano (PSB) também não votam em petistas. Rodrigo vai de Guilherme Landim (PSB) e Yury do Paredão (MDB). No caso do ex-prefeito Giovane Guedes, nem o voto ao governo será no partido. Ele rompeu com o PT para votar em Ciro Gomes (PSDB). Para deputado, Giovane aposta em Anderson Feitosa (PRD) e Yury do Paredão (MDB). Os petistas reclamam.

Disputa boa

O deputado estadual Guilherme Landim (PSB) foi às redes sociais fazer uma prestação de contas dos seus investimentos e articulações para Mauriti. Foram R$ 2,6 milhões para a saúde, R$ 400 mil para veículos, além de articulações para 500 empregos, com o galpão da Dilly, e a rodovia Palestina/Brejo Santo. Na base aliada no município, a prestação de contas soou como disputa contra o deputado estadual De Assis Diniz (PT), apoiado pelo prefeito João Paulo e seu guru, o ex-prefeito Isaac Júnior (PT). Mas, na disputa, De Assis perde feio. Ele levou R$ 1,6 milhão para saúde e, no mais, somente presença em eventos dos governos do estado e federal. A base avalia pouco para quem tem apoio da gestão. Guilherme é apoiado pelo vice-prefeito, Cícero do Coité (PSB), também base aliada.

Unindo as oposições

O deputado estadual Davi de Raimundão (MDB) conseguiu um fato considerável quando se trata de política em Jardim. Ele uniu todas as oposições, hoje identificadas em pelo menos três grupos. Davi será votado pela ex-candidata a prefeita, Clea Luz (PSDB), pela base da Câmara, liderada pelo presidente Jaskejhan Jorge (PT), e pelo ex-prefeito Aniziário Costa (PT) com a vice Jazika Costa (PSB). A união acabou deixando o prefeito Antônio Coutinho (PT) isolado no apoio a Giovanni Sampaio (PRD), na disputa de estadual. Mesmo isolado, Coutinho aposta que dará maioria para Giovanni, que é o filho do município e tem grande repercussão política local. Mas, Coutinho e Giovanni sabem da dificuldade de disputar contra todos.

Enquanto isso...

Em Missão Velha, oposição e situação devem votar no governador Elmano de Freitas (PT). Tanto o prefeito Dr. Lorim (PSB) como os ex-prefeitos Washington Fechine (MDB) e Diego Feitosa (MDB) estarão no palanque.

A diferença nos grupos estará nas disputas de estadual e federal. Dr. Lorim está com Yury do Paredão (MDB) e Domingos Filho (PSD); enquanto a oposição aposta em Neném Coelho (PT) e Guilherme Landim (PSB).

Em Farias Brito, o presidente da Câmara, Edson Ferreira (PT) foi às redes sociais dizer que o projeto aprovado, que libera a venda e o transporte de bebidas na Expovaq, não tem o interesse de acabar com a festa.

Edson responde à base do prefeito Deda Pereira (PDT), que avalia o projeto como boicote ao evento, dificultando a atração de parcerias para custear a festa. Edson disse que o objetivo do projeto é garantir o direito do cidadão.

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