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Desembargadora de Aurora comandará a Justiça do Ceará
Desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira foi eleita presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
Foto: Arquivo Pessoal
Robson Roque
29/09 19:00

A desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira foi eleita, na quinta-feira (24), presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). A escolha, por unanimidade, é duplamente representativa: além de ser do Cariri, nascida em Aurora, a magistrada de 63 anos é a terceira mulher a comandar a Justiça cearense em quase 150 anos de existência do TJCE. Precederam Nailde Pinheiro as desembargadoras Águeda Passos, entre 1999 e 2000, e Iracema do Vale, de 2016 a 2017. Atualmente, ela ocupa a vice-presidência da instituição e assumirá o cargo em janeiro de 2021, para mandato até 2023.

Nailde segue os passos da também desembargadora cearense Auri Moura Costa, primeira mulher a ocupar o cargo de juíza no Brasil. “As mulheres têm alcançado cada vez mais espaço e, com isso, vêm ocupando posições importantes, que antes não eram tão comuns ou até mesmo possíveis de acontecer, a  exemplo da própria magistratura. Então, a mensagem que deixo para as mulheres, sobretudo as caririenses, é que não desistam de seus sonhos. Por mais que a estrada seja longa e árdua, sempre vale a pena deixar um legado e contribuir para essa história de conquistas. É preciso acreditar muito no trabalho. Isso é fundamental para que a mulher se destaque”, disse Nailde Pinheiro ao Jornal do Cariri. 

Com 34 anos dedicados à magistratura, não é a primeira vez que a desembargadora caririense comandará uma corte judicial. Em junho de 2017, ela assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará e precisou deixar o órgão para assumir cargo de vice no TJCE.  “Serão experiências que recorrerei durante minha gestão à frente deste Tribunal”, disse. “Minha eleição para a presidência do Tribunal de Justiça representa o compromisso com uma gestão aberta, transparente e participativa”, comentou ao agradecer a escolha logo após a votação em sessão virtual. 

Nailde Pinheiro considerou que um dos principais desafios à frente da Justiça cearense será o de dar continuidade à gestão dos processos de trabalho estabelecidos em gestões anteriores, “sobretudo, diante de um cenário fiscal que se anuncia como desafiador”, argumentou. Outra adversidade será a manutenção ou elevação dos índices de produtividade. Em 2017, o órgão foi o último colocado do Brasil em critérios do Conselho Nacional de Justiça. Os índices de produtividade foram aperfeiçoados e a instituição subiu para a 10ª posição durante a pandemia da covid-19.

Mais detalhes na edição desta semana do Jornal do Cariri. Para baixar o PDF, clique no botão da parte superior do site.

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