Crime em Barbalha amplia sequência de casos de violência contra mulheres
Os casos reforçam o cenário preocupante de violência de gênero
Foto: Divulgação
Regy Santos
12/05/26 8:00

Uma mulher de 30 anos foi morta a tiros, neste domingo (10), no município de Barbalha. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), o crime aconteceu dentro de um imóvel e está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).  O marido da vítima é o principal suspeito.

O caso se soma a uma sequência de episódios de violência contra mulher, registrados recentemente no Cariri. Em abril deste ano, no município de Barro, uma mulher de 28 anos foi assassinada a facadas, dentro da própria residência.

Já em maio, em Crato, uma mulher foi vítima de tentativa de feminicídio, no centro da cidade. O agressor foi contido por populares, antes da chegada das autoridades. Também neste mês, em Lavras da Mangabeira, um homem de 27 anos foi preso, após invadir a residência da ex-companheira e descumprir uma medida protetiva de urgência.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na edição de 2025, apontam dificuldades enfrentadas por vítimas de violência, na busca por ajuda e proteção. Segundo o levantamento, 47,4% das mulheres que sofreram violência não pediram ajuda de nenhum tipo. Outras 33,8% procuraram apoio apenas em redes não oficiais, como familiares, amigos e instituições religiosas. Além disso, 36,5% afirmaram que tentaram resolver “o problema sozinha”, enquanto 14% deixaram de denunciar por falta de confiança na polícia.

De acordo com a cartilha “Violência Contra a Mulher”, elaborada por estudantes da Universidade Regional do Cariri (Urca), qualquer mulher pode sofrer violência, independentemente da idade, raça, condição financeira ou escolaridade. O material destaca, porém, fatores que podem aumentar a vulnerabilidade, como baixa consciência sobre direitos, uso abusivo de álcool e drogas, histórico de violência familiar na infância, isolamento social, transtornos mentais e ausência de redes de apoio familiar e de saúde.

Os casos reforçam o cenário preocupante de violência de gênero na região do Cariri. As autoridades policiais seguem investigando os episódios e orientam vítimas de violência doméstica a procurarem apoio e denunciarem situações de risco por meio dos canais oficiais de proteção, como delegacias especializadas, Polícia Militar e o telefone 180.

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