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Times do Cariri perdem jogadores com a paralisação do Cearense
Icasa ficou sem o jogador Nael, emprestado para o Goianésia (GO)
Foto: Divulgação Icasa
Robson Roque
16/03 17:34

As dificuldades enfrentadas pelos dois representantes do Cariri na segunda fase do Campeonato Cearense só aumentaram diante da paralisação da competição. A suspensão por uma semana, após decisão do Governo do Ceará em decretar isolamento social rígido, foi o bastante para que Icasa e Crato perdessem jogadores. Conforme o presidente do Crato, Ivan Barros, a equipe perdeu três jogadores “que pediram para ir para casa”. 

O Icasa ficou sem seu principal jogador, Nael. O atacante foi emprestado ao Goianésia (GO), depois de proposta considerada irrecusável pela direção do Verdão. Presidente do time alviverde, Francisco Leite Bezerra (conhecido como França), disse não concordar com a paralisação do Campeonato Cearense. Segundo o dirigente, o decreto do governador Camilo Santana (PT) não deixa clara a paralisação da competição, ao permitir a continuidade de outras competições no Ceará, a exemplo da Copa do Nordeste, disputada por Ceará e Fortaleza.  

França cita que o time “segue treinando e seguindo os protocolos” exigidos tanto pela Federação Cearense de Futebol (FCF) quanto pela Confederação Brasileira de Futebol, para prevenir a contaminação de jogadores e demais integrantes das equipes pelo novo coronavírus e suas variantes. “Quanto à saída de Nael, deu-se pelo outro clube ter feito proposta interessante para o atleta e resolvermos fazer o empréstimo. O atleta tem vínculo com o Icasa até junho de 2022”, concluiu o presidente do Icasa, acrescentando pacto na FCF para a retomada do estadual no próximo dia 24. 

Presidente do Crato, Ivan Barros diz entender “que se faz necessária a paralisação”. Contudo, o dirigente faz o mesmo questionamento do presidente icasiano: “vejo que outras competições estão ocorrendo em nosso Estado e não entendo porque não paralisaram elas. No meu entender, o risco é até maior, por conta de os clubes viajarem para outros estados”, considera. A equipe cratense solicitou autorização, para a retomada de treinos, ao Município e Governo do Ceará. “Vamos aguardar a resposta até amanhã (terça, dia 16).  

“Estamos em contato frequente com a FCF e órgãos públicos, e temos pleno entendimento que o futebol profissional é uma das atividades mais seguras. Atletas e comissão técnica são testados a cada oito dias. Os atletas estão em um isolamento rígido desde o dia 18 de janeiro, em um hotel da cidade que só eles têm acesso. Cumprimos todos os protocolos exigidos pela FCF e CBF. Mas entendemos também que o momento é de cautela e cuidado, e que no entender das autoridades era necessário a paralisação. Então, agora nos resta aguardar”, conclui Ivan Barros. 

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