Ciro atribui a Cid e Júnior Mano tentativa de tirar apoio da União Progressista de sua chapa
30/09/26 21:55

O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), atribuiu ao irmão, o senador Cid Gomes (PSB), e ao deputado federal Júnior Mano (PSB), a tentativa de afastar a Federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — de sua coligação. Ciro classificou a disputa como uma “tentativa de golpe judicial” e afirmou que, mesmo com a reversão da liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sua campanha já havia sido prejudicada. “A decisão caiu, mas o prejuízo já aconteceu. Nossa campanha perdeu tempo de televisão e teve sua comunicação com o povo prejudicada em um momento decisivo”, declarou Ciro, nas redes sociais, nesta quarta (30). Ele questionou quem repararia o dano político causado nos últimos dias antes da votação. A disputa judicial envolve a participação da federação na chapa de Ciro, que reúne candidatos do União Brasil. Os diretórios estaduais da federação haviam contestado a decisão de apoiar a candidatura tucana. Ciro sustenta que a movimentação para retirar o apoio teve participação de adversários políticos, entre eles Cid e Júnior Mano. Ciro definir o irmão CID como seu adversário. A relação deles piorou. Na segunda (28), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, suspendeu atos de propaganda e bloqueou recursos eleitorais ligados às candidaturas de Roberto Cláudio, vice na chapa, e Capitão Wagner, candidato ao Senado. Na terça 29, o ministro declarou suspeição e deixou a relatoria do caso, porque sua filha era advogada de Júnior Mano. Nesta quarta, André Mendonça derrubou a liminar, restabeleceu as candidaturas e liberou recursos e tempo de propaganda da federação.A decisão de Mendonça também interrompeu a redistribuição do horário eleitoral feita após a liminar. Antes da reversão, a coligação de Ciro havia perdido mais de um minuto no bloco fixo de propaganda para governador. O processo principal sobre a participação da União Progressista na chapa, porém, segue em tramitação no TSE.

Cid evita falar de Camilo

Em entrevista à rádio Voz FM, de Sobral, nesta quarta (30), Cid Gomes foi questionado sobre uma declaração atribuída ao senador Camilo Santana (PT), que teria afirmado ter sido leal a Cid durante o governo estadual e também no período em que os dois atuaram no Senado. Camilo teria estendido essa lealdade à família Ferreira Gomes. Cid riu e pediu para mudar de assunto: “Vamos mudar de assunto, vamos mudar o rumo da prosa”. A resposta foi um deboche público à fala de Camilo e, às vésperas da eleição, alimentou a percepção de incômodo na relação entre os dois aliados. A reação também foi interpretada como sinal de rivalidade política, justamente quando Ciro acusa o irmão de atuar contra a presença da federação em sua chapa.

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