Cid Gomes sai em defesa de vereadores presos por ligação com CV em Sobral
25/08/26 22:39

O senador Cid Gomes entrou diretamente na polêmica envolvendo a Operação Omertà, do Ministério Público do Ceará, ao sair em defesa dos vereadores de Sobral, Carlos Calixto e Junim do Povo, presos no âmbito da investigação que apura a suposta interferência de facção criminosa - Comando aVermelho(CV) - nas eleições de 2024 e 2026.

Cid afirmou ter convicção de que os dois vereadores não possuem relação com facções criminosas e disse acreditar que, ao contrário, seriam “vítimas dessas facções”. O senador ainda prestou solidariedade aos presos e anunciou que pretende dedicar parte de sua agenda em Sobral para tratar do assunto:

— Tenho convicção, eu posso estar enganado, mas eu tenho convicção de que nem o Carlos, nem o nosso querido Junim têm relação com essas facções. São vítimas dessas facções — declarou Cid.

A manifestação ocorre apenas 24 horas depois de Ciro Gomes elevar o tom contra o irmão e acusá-lo politicamente de proteger Bebeto Queiroz, ex-prefeito de Choró, também citado em investigações envolvendo suspeitas de relações entre política e organizações criminosas.

Agora, Cid assume publicamente a defesa de dois vereadores alcançados pela Operação Omertà e confronta, na prática, a principal linha da investigação ao sustentar que Carlos Calixto e Junim do Povo não têm envolvimento com facções.

O episódio amplia ainda mais o confronto político entre os irmãos Ferreira Gomes. De um lado, Ciro tenta explorar eleitoralmente suspeitas de infiltração do crime organizado na política e atingir Cid por suas alianças. Do outro, Cid reage defendendo aliados presos e colocando em dúvida as suspeitas levantadas contra eles.

A declaração também abre uma frente delicada com o Ministério Público do Ceará. A Operação Omertà investiga justamente a possível atuação de organização criminosa no ambiente político e eleitoral de Sobral. Cid, porém, já antecipou seu julgamento político: para ele, Carlos Calixto e Junim do Povo são inocentes e vítimas das próprias facções investigadas.

A guerra entre Ciro e Cid ganha, assim, um novo e explosivo capítulo: o tema das facções criminosas entrou definitivamente no centro da campanha eleitoral do Ceará.

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