Chapa de Ciro é confirmada sem a participação do Cariri
Prefeito de Juazeiro era nome da região cogitado como potencial candidato a vice
Foto: Reprodução Redes Sociais
Madson Vagner
28/07/26 11:15

A convenção estadual da Federação União Progressista (União Brasil/PP) do Ceará, no domingo (26), homologou as candidaturas de Roberto Cláudio, como vice-governador, e Capitão Wagner ao Senado. A decisão, que confirmou a aliança com o PSDB, também coloca fim na discussão para composição da chapa majoritária, liderada por Ciro Gomes, confirmado candidato ao governo, em convenção em 20 de junho. A aliança, liderada pela Federação PSDB/Cidadania, terá a Federação União Progressista e o PL.

Apesar do esfriamento nas discussões sobre a participação da Região do Cariri, ainda havia a expectativa da presença na chapa. Principal nome da região cogitado como potencial candidato a vice, o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), acabou abrindo mão para continuar à frente da gestão municipal. Ao Jornal do Cariri, Glêdson disse que o principal objetivo do grupo caririense, que faz oposição ao governo Elmano de Freitas (PT), é vencer as eleições. Para ele, há muitas maneiras de contemplar a região e, “no momento, é vencendo a eleição”.

A mesma visão foi confirmada pelo ex-prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio (PSDB). Ele afirma que o Cariri será contemplado em um futuro governo, mas reacende a expectativa da participação da região, por exemplo, compondo uma suplência ao Senado. Um dos citados por Argemiro é o empresário barbalhense Gaudêncio Lucena (PL). “Na base oposicionista estadual é consenso que o Cariri deve ser bem representado em um possível governo”, disse.

Argemiro disse que durante as discussões não houve pressão da região para compor chapa. Segundo ele, além de Glêdson, nomes como o ex-prefeito de Barbalha, Rommel Feijó (PSD); o médico cratense Aloísio Brasil (União); e o presidente da Câmara de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques (PSDB), chegaram a ser cogitados. As indicações esbarraram nas próprias lideranças, que preferiam não estar na disputa, como Rommel, ou priorizar a disputa ao parlamento, como Aloísio e Felipe.

Ciro agradeceu a confiança e ressaltou que a decisão da União Progressista, confirmada pelo PL e integrada pelo PSDB/Cidadania, “faz nascer a aliança política mais poderosa da história recente do Ceará”. O candidato avalia se tratar de uma chapa “competitiva, competente e plural”. A coligação foi batizada de “Unir para mudar”.

Divergência

Minutos após a convenção, que confirma a aliança com o PSDB, o deputado federal Moses Rodrigues, presidente estadual do União Brasil, fez uma coletiva de imprensa apontando divergência na situação majoritária. Segundo ele, o União Brasil e o Progressistas possuem autonomia partidária e os dois convergiram, em suas convenções, em compor a coligação liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Moses confirmou uma articulação durante a convenção nacional da federação, onde foi delegado, pedindo o restabelecimento do diálogo sobre a Federação União Progressista compor a chapa majoritária de Elmano. “A gente quer discutir a possibilidade com o PT e partidos aliados para indicar a vice ou a senatoria”, disse.

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