Caririenses fortalecem rede de doação de medula
Cadastro é gratuito, doação é voluntária e pode salvar vidas
Foto: Ismael Azevedo - Ascom Hemoce
Joaquim Júnior
04/03/26 8:30

O Ceará alcançou a marca de mil transplantes de medula óssea realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde a implantação do Serviço de Transplante de Medula Óssea no Ceará, em 2008, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) é o único órgão responsável pelo cadastro de doadores voluntários de medula óssea. No Cariri, que abrange os hemocentros de Crato, Iguatu e o Hemonúcleo de Juazeiro do Norte, cerca de 56 mil pessoas foram cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), o que representa 23% do total de cadastradas no Ceará (mais de 244 mil).

De acordo com o Hemoce, nove pessoas da região caririense já foram doadoras de medula óssea. Desde 2020, 14 pacientes de municípios do Cariri receberam o transplante no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), unidade federal integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC), responsável pelo procedimento pelo SUS no estado.

Edvânia Ferreira, enfermeira que coordena o setor de Captação de Doadores do Hemonúcleo de Juazeiro do Norte, explica que, no Ceará, o órgão tem um papel fundamental em todas as etapas do processo de doação de medula óssea, desde o cadastro do voluntário até a coleta e envio do material para transplante.

“Quando surge um paciente compatível, o Redome entra em contato com o doador e encaminha ao Hemoce para coleta de amostra e realização de exames confirmatórios. Após esse processo, o Hemoce faz avaliação clínica, laboratorial e de imagens, e segue com processo para coleta”, explica, ao dizer que tudo é feito de forma segura e sigilosa, com segurança e responsabilidade. “Ou seja, o Hemoce é a ponte entre o doador e o paciente que precisa do transplante, atuando com responsabilidade técnica e compromisso com a vida”, enfatiza.

Rodeada de tabus, a doação de medula óssea não oferece risco de deixar a pessoa paraplégica, conforme destaca Edvânia. Outro ponto citado por ela é que, na maioria das vezes, a doação de medula não dói – o que pode haver é um desconforto leve e temporário. Já sobre a compatibilidade, ela explica que depende de características genéticas muito específicas: em muitos casos, a chance pode ser de 1 em 100 mil, por isso é tão importante ampliar o número de cadastrados. Com a compatibilidade, tanto pessoas do Ceará como de estados vizinhos - e até de fora do país - podem receber a doação.

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