Jornal do Cariri
Caririenses endurecem discurso contra a Enel 
Novo apagão deixou mais de duas mil famílias sem energia
Foto: Enel/Divulgação
Robson Roque
02/01/24 15:30

Prefeitos caririenses articulam ações conjuntas contra quedas no fornecimento de energia na região. Um apagão, na semana passada, afetou mais de duas mil famílias em Barbalha, Missão Velha, Juazeiro do Norte e Porteiras. O mesmo aconteceu em bairros e distritos de Crato, no primeiro dia de 2024.

Com os apagões, atividades do comércio e serviços que dependem de energia e internet foram interrompidos. "Prejuízo na certa! Isso não pode acontecer. O pior é que já está acontecendo há muito tempo e os prejuízos só se acumulam”, comentou o prefeito de Juazeiro, Glêdson Bezerra. Hospitais de Barbalha também foram afetados pelo apagão que durou cerca de 12 horas, na quarta-feira (27). 

O prefeito de Crato, Zé Aílton Brasil (PT), revelou que a inauguração de uma segunda fábrica de calçados da Grendene, agendada para fevereiro, está atrasada “justamente por essa questão da oscilação que existe na tensão da iluminação. Isso tem causado prejuízo”. Para ele, “não dá para continuar com uma empresa que atrapalha a economia do Ceará, que atrapalha o pequeno produtor e toda uma população com a falta constante de energia”.

O prefeito Guilherme Saraiva, de Barbalha, contatou a Enel Ceará “para cobrar agilidade” no restabelecimento da energia. O fornecimento foi interrompido, por até 12 horas seguidas, em algumas localidades barbalhenses.  

Em Missão Velha, o prefeito, Dr. Lorim, conta que as quedas de energia já danificaram equipamentos de iluminação pública e sistemas elétricos para abastecimento de água. “O problema está sendo no Cariri como um todo. Precisamos unir forças e, realmente, tomar atitudes mais severas, mais drásticas com esta empresa”, argumentou Lorim. O prefeito revelou ter acionado o setor jurídico da Prefeitura, duas vezes em menos de um mês, para a adoção de medidas judiciais para a solução do problema.

Um levantamento de prejuízos causados pelos apagões, tanto às prefeituras quanto às populações, foi uma das primeiras medidas adotadas pelos prefeitos, a pedido do deputado estadual Fernando Santana (PT), que preside a CPI da Enel no Ceará. “Se não fosse o trabalho da CPI para investigar essa empresa ser duro, firme, mas com responsabilidade na cobrança e na apuração das centenas de milhares de denúncias que temos, ainda estaríamos numa situação extremamente pior”, considerou o deputado.

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