Cariri ultrapassa 40 mil cisternas construídas entre 2003 e 2026
Salitre, Santana do Cariri e Caririaçu receberam maior número de cisternas no Cariri
Foto: Nildo Vasconcelos - SDA
Joaquim Júnior
24/02/26 9:30

Entre os anos de 2003 e 2026, mais de 40 mil cisternas do Programa Cisternas, do Governo Federal, foram construídas nos municípios do Cariri. Deste total, mais de duas mil foram da atual gestão. O município de Salitre lidera a lista com o maior número do equipamento instalado, com 3.061 unidades. Em seguida, aparecem Santana do Cariri (2.928) e Caririaçu (2.612). As cisternas que possuem 16 mil litros são voltadas ao consumo humano: para beber, cozinhar e escovar os dentes, por exemplo; já as cisternas de 52 mil litros têm o objetivo de viabilizar a produção de alimentos e suprir a necessidade de animais.

Como apresenta o Governo Federal, o público-alvo do programa é composto por famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, e equipamentos públicos rurais atingidos pela seca ou falta regular de água. Para participarem do programa, que promove o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo, as famílias devem estar no Cadastro Único do Governo do Brasil. Desde 2003, foram entregues 1,34 milhão de unidades pelo país.

“A colaboração com a sociedade civil é essencial para alcançar áreas onde o poder público sozinho não conseguiria chegar. O Programa Cisternas é exemplo disso. Ele foi uma mudança de paradigma no enfrentamento à seca e na convivência com o semiárido. Nos ensinou como melhorar condições de vida, cultivos, saúde, a vida das mulheres nesse bioma”, afirmou Lilian Rahal, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Para Vitor Santana, que coordena o programa no MDS, ao longo dos anos a iniciativa tem se mostrado efetiva por garantir acesso à água e outros benefícios correlatos. “O programa tem impactos significativos e diversos, como a redução na incidência de doenças de veiculação hídrica, da mortalidade infantil, o aumento e diversificação da produção agroalimentar, por dinamizar a economia local e gerar renda às famílias beneficiárias”, explicou.

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