Cariri enfrenta estiagem enquanto seca grave avança no Ceará
Número de cidades em seca grave cresceu cerca de 38% em apenas um mês
Foto: Neysla Rocha
Natália Alves
18/01/26 12:00

O Ceará voltou a acender o sinal de alerta para a situação hídrica com a chegada de 2026. Dados mais recentes do Monitor de Secas indicam que 34 municípios cearenses iniciam o ano em situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal, sendo 22 em condição de estiagem e outros 12 classificados oficialmente como em seca.

No Cariri, os municípios de Salitre, Assaré e Campos Sales enfrentam quadro de estiagem, enquanto as demais cidades da região já se encontram sob seca ou seca grave, o que amplia os impactos sobre o abastecimento de água, a produção agrícola e a comunidade local.

Ao todo, mais de 1,3 milhão de pessoas são afetadas pelos desastres associados à falta de chuvas no Ceará. Em oito municípios, a vigência dos decretos de emergência se encerra ainda neste mês de janeiro. Nas demais cidades, os prazos variam entre fevereiro e julho de 2026, a depender da evolução das condições climáticas e da capacidade de resposta dos sistemas locais.

Levantamento do Monitor de Secas, ferramenta coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostra ainda um agravamento significativo do cenário no fim de 2025. Em dezembro, mais de 90 municípios cearenses apresentaram seca grave, número que representa um crescimento de cerca de 38% em apenas um mês. Em novembro, eram 65 cidades nessa condição, o equivalente a 26,73% do território estadual.

No mesmo período, o Ceará já registrava 100% de sua extensão territorial sob seca relativa. O avanço da seca grave reduziu a predominância da seca moderada no Estado, que anteriormente abrangia 55,8% do território cearense, indicando um quadro de intensificação do fenômeno e maior pressão sobre os recursos hídricos.

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