Cariri diminui protagonismo em chapas majoritárias do Ceará
Região continua sem nomes nas chapas que lideram a corrida eleitoral
Foto: Ascom Governo do Ceará
Madson Vagner
09/06/26 10:00

Reconhecida como uma região de grande importância política na disputa estadual para o Governo e Senado, o Cariri corre o risco de entrar na eleição sem protagonismo nas principais chapas majoritárias. Rumo ao Abolição, os caririenses acompanham polarização entre o atual governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição, e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato da oposição. Apesar de ter no senador Camilo Santana (PT) o principal articulador da base governista, a região continua sem nomes nas chapas que lideram a corrida eleitoral.

 O cenário é parecido com 2022, quando a região não esteve em nenhuma das seis chapas que disputaram o governo. As articulações iniciadas em 2025 chegaram a colocar nomes da região como favoritos para a indicação às chapas majoritárias de maior repercussão.

O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), foi cotado para a chapa de Ciro, como pré-candidato a vice-governador, mas, depois de várias declarações priorizando a conclusão do mandato em Juazeiro, abriu espaço para a indicação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), como pré-candidato a vice.

Na base governista, quando anunciou a continuação de uma mulher continuar na chapa do governador Elmano, Camilo não descartou um nome do Cariri. Após reunião entre Elmano, Camilo, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), e o presidente Lula, no dia 28 de maio, o nome da vice-prefeita de Fortaleza, Gabriela Aguiar (PSD), ganhou força.

A mesma reunião teria definido o nome de Eunício Oliveira para a disputa ao Senado, ao lado do senador Cid Gomes. Eunício se tornou a única possibilidade de participação do Cariri na disputa majoritária. Mas, em recente entrevista, Camilo deixou claro que apenas Cid está garantido.

Eunício disputa a vaga com Chiquinho Feitosa (Republicanos) e os deputados federais Moses Rodrigues (União) e Luizianne Lins (Rede). Na mesma base governista, o caririense Germano Lima aparece pelo Psol, mas sua permanência na disputa depende da decisão de Luizianne de ser candidata ou não ao Senado. Diante das poucas chances na disputa majoritária, o Cariri aposta na eleição de bancadas fortes para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. As convenções partidárias e o registro de candidaturas acontecerão entre 20 de julho e 5 de agosto.

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