Camilo assume direção da campanha de Lula e Chagas será braço direito
07/10/26 20:12

Após o resultado do primeiro turno, senador Camilo Santana passa a dividir o comando nacional com Edinho Silva. A experiência da campanha no Ceará deve orientar a mobilização para a disputa contra Flávio Bolsonaro.

Camilo Santana assumiu a coordenação-geral da campanha de Lula da Silva no segundo turno. Ele dividirá a função com Edinho Silva, presidente nacional do PT, que comandou a campanha no primeiro turno. A mudança ocorre depois de Lula terminar a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Camilo passou os últimos dias em Brasília, em reuniões com o presidente e aliados para discutir a nova estratégia. Lula determinou mudanças na campanha e a ampliação da coordenação, com maior participação de lideranças regionais e dos partidos aliados.

A experiência recente no Ceará é uma das credenciais de Camilo para a nova tarefa. Ele esteve à frente da articulação política em torno da reeleição de Elmano de Freitas, que venceu no primeiro turno. Na mesma eleição, Cid Gomes e Luizianne Lins também conquistaram cadeiras no Senado. Camilo resumiu o resultado como uma vitória de “cabelo, barba e bigode” e afirmou que, agora, o grupo trabalhará para virar a disputa presidencial. Nesse esforço, Chagas Vieira deve ser um dos principais colaboradores de Camilo. Ex-secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, jornalista e coordenador da campanha de Elmano no Estado, Chagas já acompanha Camilo nas articulações em Brasília. Ele apareceu ao lado do senador em convocações públicas para ampliar a mobilização pela candidatura de Lula.

A atuação de Chagas na coordenação nacional ainda não foi oficialmente detalhada. O que está confirmado é seu papel na campanha cearense e sua participação ao lado de Camilo nas conversas e mobilizações recentes. A expectativa, entre aliados, é que a experiência da equipe no Ceará ajude a reorganizar a campanha e fortalecer a presença de Lula no Nordeste.

O desafio, agora, é levar essa articulação para uma disputa nacional mais apertada. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Camilo e seus aliados terão pouco tempo para ampliar apoios, mobilizar eleitores e apresentar a nova estratégia aos brasileiros.

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