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Bolsonaro lidera protestos contra STF no 7 de setembro
Protestos no Cariri se concentrarão em Crato e Juazeiro do Norte
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Da Redação
07/09 0:00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promete projetar forças, neste dia 07 de setembro, dia da Independência, diante de sucessivas crises enfrentadas em seu governo. Manifestações articuladas por ele, para esta terça-feira, dividem a opinião dos brasileiros. De um lado, os atos são vistos como oportunidade de Bolsonaro demonstrar que ainda possui capital político para mobilizar as massas. Outra parte da população teme que as manifestações coloquem em xeque a democracia. O comportamento do presidente chama atenção de líderes mundiais. Políticos de 26 países, entre eles Espanha, Colômbia e Paraguai, emitiram um alerta conjunto ao classificar o chamado do presidente como um ato de “insurreição” contra a democracia.

O posicionamento de Bolsonaro provocou a reação do governador Camilo Santana (PT). "Quem tenta usar o 7 de setembro para estimular o ódio, a intolerância e o desrespeito à democracia não tem amor ao nosso país. Pelo contrário. Pensa unicamente nos seus projetos autoritários de poder. Mas não será uma minoria barulhenta, violenta e inconsequente que traçará o destino da maioria absoluta de milhões de brasileiros, gente pacífica, que sonha com a volta de um Brasil mais justo e feliz. O Brasil precisa de respeito e paz", considera Camilo. Nas redes sociais, o Capitão Wagner (Pros), que apoia Bolsonaro, usou do tom ameno para divulgar os atos. Falou em serenidade e tranquilidade, e argumentou em defesa da democracia. “Graças a toda essa democracia que defendemos, somos todos brasileiros, uma só nação”, disse.

As manifestações do dia 7 de setembro, no Crajubar, devem se concentrar nos municípios de Crato e Juazeiro do Norte. Diferente de grandes centros do País, a exemplo de Brasília e São Paulo, no Cariri, as manifestações de apoio e contrárias ao presidente Jair Bolsonaro apontam para protestos pacíficos. Em Juazeiro do Norte, os apoiadores do presidente Bolsonaro agendaram os encontros para as praças do Giradouro e José Ilânio Couto Gondim, conhecida Praça da La Favorita. No Giradouro, foi erguida uma faixa de 20 metros de altura, sustentada por um guindaste, com a frase “Supremo é o Povo”. Seguindo a tendência nacional, o grupo pedirá o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A contestação sobre a legalidade do STF deve ser o principal foco dos protestos na região e pelo País. Apesar do clima ameno no Cariri, em Brasília a situação é tensa. Segundo informações, deputados federais, senadores e ministros do STF devem evitar a capital federal. A cidade espera milhares de manifestantes em apoio e contra o presidente Bolsonaro. O comando da segurança teme um confronto entre os grupos. Junto com apoiadores do presidente, devem chegar a Brasília mais de 4 mil mulheres indígenas de 150 etnias. O grupo se juntará a outros milhares de índios que estão acampados na cidade, desde o dia 22 de agosto, em frente ao STF, alvo dos protestos bolsonaristas. Lideranças sindicais, articuladores sociais e líderes partidários prometem engrossar o movimento.

Na tarde desta segunda-feira (06), o presidente Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios e o Parque Leão, região administrativa do Distrito Federal, onde devem se concentrar os manifestantes. Desde a segunda-feira, apoiadores de Bolsonaro começaram chegar à Esplanada dos Ministérios, carregando e empunhando cartazes com pedidos de fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

Já entre os opositores do presidente Bolsonaro, a decisão é pela adesão à 27ª edição do “Grito dos Excluídos”, realizada em Crato. Segundo informações de um dirigente do Partido dos Trabalhadores de Juazeiro do Norte, a ideia é evitar o confronto. Dirigentes e militantes partidários, articuladores de Organizações Não Governamentais e sindicalistas confirmaram presença. No Crato, o Grito dos Excluídos é organizado pelas Pastorais Sociais e Cáritas Diocesana e acontece na Praça Juarez Távora, a partir das 8h. A organização observa que desde a mobilização, estão sendo respeitadas as medidas sanitárias. Da Praça, os manifestantes saem em caminhada até o bairro Alto da Penha. O movimento, que acontece em vários estados do Brasil, tem como lema neste ano: “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

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