Ajuste na LRF de Jardim entre a comemoração e a preocupação
17/02/26 0:00

O prefeito de Jardim, Antônio Coutinho (PT), conseguiu o que parecia impossível: ajustar as despesas com pessoal com a despesa corrente líquida. Por mais de 15 anos, o município ficou acima do limite prudencial de 54%, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e orientado pelo Tribunal de Contas (TCE). No dia 11, Dr. Coutinho anunciou o percentual de 53,2% para o último quadrimestre de 2025. A porcentagem evita, por exemplo, que o município tenha bloqueios de repasses federais. Segundo relatório, foram R$ 73,5 milhões com pessoal, frente uma receita de R$ 138,3 milhões. A situação, iniciada na gestão do ex-prefeito Fernando Luz, em 2009, motivou a desaprovação das contas dos ex-prefeitos Rorizinho, Analêda Sampaio e Aniziário Costa, além do próprio Fernando. Todos com nota de improbidade. Mas, para a oposição, não há motivos para comemoração. Há denúncia de que a redução atingiu o quadro de pessoal, prejudicando setores essenciais, como a saúde. Entre as reduções estariam médicos do hospital Municipal. É provável que o Ministério Público entre na discussão.

Inversão de posições

O cenário político em Nova Olinda passa por mudanças significativas e a eleição deste ano mostrará as novas posições entre situação e oposição. Depois da confirmação da base do prefeito Léo Brito (PT), liderada pelo ex-prefeito Ítalo Brito (PT), confirmando apoio a base governista de Elmano de Freitas (PT), foi a vez da oposição, liderada pelo empresário Gerlanio Sampaio e o ex-prefeito Afonso Sampaio, se manifestar. O grupo está fechado com a candidatura de Ciro Gomes ao governo. Claro, que a posição é fazer contraponto para medir força. Na eleição de 2022, as posições eram invertidas. Gerlanio fazia a base governista junto ao PT, enquanto a base de Ítalo caminhava com Ciro e Roberto Cláudio. A expectativa é pela posição da ex-vereadora Socorro Matos.

Elmano e a oposição

O governador Elmano de Freitas (PT) surpreendeu, na sua última passagem pelo Cariri, no dia 09, quando participou de um almoço com lideranças da oposição ao prefeito Rosemberg Macedo, o Dr. Lorin (PSB), em Missão Velha. Dr. Lorin tem feito discurso de base aliada. O encontro, na residência do ex-prefeito Diego Feitosa (MDB), reuniu nomes como o ex-prefeito Dr. Washington Fechine (MDB), o deputado estadual Guilherme Landim (PSB), além de vereadores e lideranças locais. Apesar do choque, a base governista no Cariri amenizou a crise garantindo que a ideia é que Elmano consiga colocar oposição e situação no seu palanque. Há quem duvide da possibilidade, mas se o governador conseguir o feito, mostrará habilidade. Na base de Dr. Lorin, o clima é de desconfiança.

Base ameaçada

O cenário político em Farias Brito promete novos rumos com a chegada dos vereadores Chicão da Canabrava (PT), Deir da Catingueira (PSB) e Sauviano Fernandes (PDT). Eles assumem no lugar dos vereadores do MDB (João Camilo, Everton da Betânia e Aurino Filho), cassados pelo TRE por fraude à cota de gênero. O problema é que Chicão e Deir, ligados ao ex-prefeito Vandevelder Freitas (PT), devem ser oposição, deixando em minoria a base do prefeito Deda Pereira (PDT). Além disso, com a cassação, a mesa diretora ficou sem presidente (João Camilo). Assumiu o comando da Casa o vice-presidente Flávio Jorge (PDT), que deve convocar novas eleições. A oposição tem pressa e pressiona Flávio; quer confirmar a virada do jogo. A Câmara volta às sessões no dia 24.

Enquanto isso...

Ainda em Farias Brito, a expectativa de novas eleições para a presidência da Câmara, está exigindo, do prefeito Deda, uma intensa articulação para recomposição da sua base. Deda quer manter o comando da Casa.

Deda avalia trazer de volta à Câmara o vereador Lucas Sales (PDT), hoje na Secretaria de Meio Ambiente. Entre os nomes da base para a disputa, o próprio Flávio Jorge. Na oposição se articula Edson Ferreira (PT).

Em Tarrafas, a Câmara foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Ceará, no dia 12, por suspeitas de fraude em licitação, falsificação de documentos, peculato e associação criminosa.

A operação “Mídia Oculta” investiga contrato de comunicação firmado pela Câmara. Foram alvos: um servidor, um comunicador e um empresário. O presidente, Laércio Ferreira (PSB), mantém silêncio.

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