Casos de bullying reforçam necessidade de prevenção nas escolas do Cariri
O Dia Mundial de Combate ao Bullying é lembrado em 20 de outubro
Foto: Divulgação
Regy Santos
22/10/26 8:45

Na semana em que se destaca o Dia Mundial de Combate ao Bullying, lembrado em 20 de outubro, iniciativas desenvolvidas na cidade do Crato,  reforçam a importância da prevenção à violência e da promoção do respeito às diferenças no ambiente escolar.

Um exemplo é o projeto “Uma Escola sem Bullying: Por uma Cultura de Paz!”, realizado pela Escola Luiz de Gonzaga da Fonseca Mota. A ação, vinculada ao PREVINE, envolveu estudantes do 6º ao 9º ano e professores durante o ano letivo, com atividades de conscientização e prevenção.

O encerramento ocorreu no dia 2 de outubro, com a apresentação dos trabalhos produzidos pelos alunos. A programação incluiu rodas de conversa, debates, filmes, vídeos, dinâmicas de grupo e oficinas voltadas ao estímulo da empatia, do diálogo e do respeito mútuo.

A necessidade de iniciativas como essa é reforçada por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 39,8% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relataram ter sofrido bullying na escola. Entre as meninas, o percentual chega a 43,3%. A pesquisa também aponta que 16,6% dos alunos já sofreram agressões físicas praticadas por colegas.

Em Juazeiro do Norte, um caso recente também chamou a atenção para o problema. Durante uma sessão da Câmara Municipal, um estudante relatou sofrer provocações constantes na escola e afirmou que não se sentia ouvido ao procurar ajuda. Após a denúncia, a Secretaria Municipal de Educação informou ter enviado uma equipe técnica à Escola de Ensino Fundamental Pelúsio Correia para apurar a situação.

Para a direção da Escola Luiz de Gonzaga da Fonseca Mota, o combate ao bullying depende do envolvimento de toda a comunidade escolar. O diretor Aldenir Santos ressaltou a importância da educação na formação de cidadãos que respeitem as diferenças, valorizem o diálogo e desenvolvam a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Os dados e os relatos reforçam a necessidade de ações permanentes de prevenção, acolhimento às vítimas e orientação aos estudantes, com a participação das famílias e dos profissionais da educação. A proposta é garantir ambientes escolares mais seguros, inclusivos e respeitosos.

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