Danilo Forte critica STF e defende limites para ministros
Danilo Forte diz que STF precisa “voltar para a caixinha”
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Robson Roque
29/09/26 12:15

O deputado federal Danilo Forte (União Brasil) afirmou que a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF) revela uma ruptura institucional e defendeu que a Corte seja submetida a limites mais claros. Segundo ele, ministros teriam extrapolado suas atribuições e se envolvido em atividades incompatíveis com o serviço público. “O Supremo precisa voltar para a caixinha dele, porque se acostumaram com as benesses que a toga dá, usurparam do seu poder”, declarou.

O parlamentar também criticou a busca por ganhos financeiros por agentes públicos. Para o deputado, quem exerce funções no Estado deve atuar por vocação e não buscar benefícios econômicos relacionados ao cargo. “Quem quer ganhar dinheiro, vá montar empresa, vá trabalhar no setor privado”, argumenta. 

As declarações ocorrem em meio ao debate sobre a crise sem precedentes enfrentada pela Corte, marcada por conflitos entre ministros do STF. O estopim foi o vazamento de relatórios da Polícia Federal no chamado Caso Banco Master, que gerou acusações mútuas de abuso de autoridade, intimidação e uso político de investigações envolvendo nomes como Alexandre de Moraes e André Mendonça. 

Presidenciáveis no Cariri
O assunto também foi comentado durante as visitas recentes de presidenciáveis  à região do Cariri. “É muito triste assistirmos a um Supremo Tribunal Federal, que no passado sempre foi uma entidade que atuou como bombeiros apagando incêndios, se transformar no contrário, em incendiários que estão colocando gasolina no meio do incêndio. "Nós temos lá bandidos, vamos deixar claro”, argumentou Romeu Zema (Novo), em Juazeiro do Norte. Também em Juazeiro, Flávio Bolsonaro (PL) relacionou a disputa presidencial ao futuro da Corte e associou o ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula (PT). Ele afirmou, ainda, que pretende, caso eleito, fazer indicações para mudar a composição do Supremo.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE